Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio
por Nzongo Bernardo dos Santos

Red Bull cada vez menos uma empresa de bebidas

21 de Maio, 2018
Hoje, neste espaço, vou abordar um dos muitos assuntos que me encantam no marketing desportivo, do qual podia ser capaz de falar durante 24 horas ou mais, que é nada mais, nada menos, que: ACTIVAÇÃO DE MARCAS.
E, porque razão falar sobre activação de marcas, especialmente no desporto, que me deixa com a pele totalmente arrepiada e sem capacidade de travar a respiração?
Pelas suas características peculiares, que são simultaneamente desafiadoras e ousadas até por demais, e muitas vezes pelas barreiras que se tornam cada vez mais fortes de ultrapassar!
É verdade, é a mais pura adrenalina!
E, falar sobre activações de marcas, é falar de….de…. , aliás nem precisamos de adivinhar , que é falar da Red Bull, porque ela faz isso, como poucos.
Hoje, a Red Bull é uma das poucas marcas a nível do mundo, que patrocina tantos eventos desportivos, desde desportos motorizados, de aventura, aquáticos, com bola, entre tantos outros.
Entretanto, primeiro para situar e ajudar o caro leitor a estar por dentro da revolução que a Red Bull trouxe para o mercado de marketing desportivo mundial, permita-me antes fazer as honras da casa, apresentando um breve historial da marca.
A Red Bull é uma empresa austríaca, fundada em 1987, tem por actividade empresarial a bebida energética. Até o ano de 2016, vendeu 6 bilhões de latas, distribuídos em 171 países.
Por este facto, quem entre nós não conhece ou nunca ouviu falar do \"slogan\", \"Red Bull dá -te asas\"?
Além de um produto inovador para época, a Red Bull decidiu em cada campanha de marketing, aplicar com maestria todos os conceitos de activação da marca, apresenta sempre um novo conceito no seu formato de divulgação.
O principal pilar e propulsor da marca foi o marketing estratégico, dinâmico e agressivo. O designer arrojado da lata, as cores vibrantes e o logótipo foram cuidadosamente estudados e analisados, tudo isso, para atrair consumidores e alavancar a empresa, a utilizar novas formas de campanhas e optimizar os médias.
E, assim, o touro (a sua logomarca) galga na sua caminhada, conquista atletas e fãs pelo mundo, utiliza sempre campanhas inovadoras, joviais e revoluciona o mercado de marketing desportivo.
Hoje, a RED BULL possui uma equipe na Fórmula 1, que é tetra campeã mundial, patrocina vários atletas com destaque para o Neymar Jr, o jogador mais caro do futebol mundial na actualidade, além de possuir equipas de futebol profissional autónomas, como o RB Leipzig – no campeonato alemão, o RB Nova Iorque – equipa da Major League Soccer nos Estados Unidos e o FC RB Salzburg – clube austríaco, um dos actuais semifinalistas da presente Liga Europa.
Actualmente, a RED BULL mais do que uma corporação, tornou-se um estilo de vida. Abriu um novo paradigma no conceito de marketing, patrocina atletas, equipas, eventos e festivais, possui centros culturais com base em acções sociais e caça talentos.
A sua meta vai além da venda, é considerada uma empresa multimarcas de alto impacto e abrangência mundial, tem como público-alvo prioritário os jovens e desportistas, sempre com campanhas publicitária ímpares e agressivas, bem alinhadas e sincronizadas.
E, assim, conquistou o mundo, a criar um legado. Por isso, é que passou a ser uma directriz da Red Bull, investir os incríveis 35 por cento da sua facturação em marketing desportivo.
Não foi por mero acaso, ouvir por acaso, um director da referida marca, dizer certa vez durante uma entrevista, que: \"A Red Bull é uma empresa de marketing. Que, por acaso, vende energéticos…\"

E, o caro leitor não concorda?

*Mentor e Gestor Executivo
do Fórum Marketing Desportivo

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