Jornal dos Desportos

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Opinio

Resposta militar s bocas alheias

25 de Outubro, 2016
As "bocas" do presidente do Petro Atlético de Luanda, Tomás Faria, constituíram a base da abordagem feita por mim e pelo companheiro António Félix, na pretérita terça-feira, neste mesmo espaço do jornal, num exercício realizado com o mínimo de ética aceitável para um produto consumido por um universo incalculável de apaixonados pelo futebol conhecido como desporto-rei.

Para algumas poucas pessoas, a nossa abordagem foi como que um produto encomendado por elementos ligados ao clube central das Forças Armadas Angolanas, em espécie de resposta ao que disse o presidente do Petro de Luanda, em relação ao seu visceral adversário, a quem acusou de líder injusto.

Para além de não corresponder à verdade, como que por ironia do destino (existe?), na última sexta feira, 21 de Outubro, este diário desportivo publicou uma entrevista com o presidente de direcção do 1º de Agosto, que bem pode ser entendida como a resposta oficial da direcção do clube militar à algumas coisas ditas pelo homem forte do Catetão.

Na minha opinião, e apenas isso, tendo ou não valor para outros, o presidente de direcção dos militares do Rio Seco, Carlos Hendrick, pronunciou-se em termos mais polidos que o seu homólogo do Catetão, preferindo focar a entrevista naquilo que considera ser positivo para o clube, que em última análise resulta na conquista da presente edição do Girabola Zap.

Sobre isso, disse o dirigente militar que “neste momento, a equipa está motivada, preparada para chegar até ao fim e ganhar ao Petro”.
Interpretando o citado extracto da entrevista como resposta ao que Tomás Faria classifica de liderança injusta dos militares, Carlos Hendrick incutiu de forma implícita aos seus “comandados”, que a conquista do título depende somente deles, e que melhor sabor terá se ela ocorrer com vitória sobre o adversário na última jornada do Girabola.

Ou seja, pode-se interpretar do discurso de Carlos Hendrick, que a melhor resposta às bocas que têm sido soltas em demérito ao sucesso do 1º de Agosto deve ser dada nos relvados, suando a camisola, dignificando a dimensão do clube que vai para além do que acontece num determinado jogo de futebol.

Por esta via, a mais recente “vítima” foi o Interclube de Luanda, derrotado em pleno Estádio 22 de Junho, por 6-1, constituído assim este resultado, o mais expressivo registado na história dos confrontos entre militares e polícias que, recorda-se, já protagonizaram em tempos idos, verdadeiros “duelos de cortar a faca”.

E não bastando o número de golos que só não foi maior porque a dada altura os militares tiraram o pé do acelerador, houve quem não esperasse para apregoar que o resultado foi encomendado, aliás, combinado, retirando assim o mérito que, se calhar, ao 1º de Agosto deve ser atribuído com elevada justiça.

Sendo possível entender o discurso dos detractores dos militares que deixaram de apontar os árbitros como os rebocadores da equipa apegando-se agora as presumíveis “compra de resultados”, também é possível entender que isso não pode ter força suprema para deslustrar a folha de serviço dos pupilos de Dragan Jovic.

Por assim dizer, o único jogo desta fase periclitante do Girabola zap que o 1º de Agosto não terá condições para negociar será frente aos petrolíferos da capital, adjectivado por alguns amantes da modalidade como o jogo do título e do ano; será?

Talvez importe recordar que, como disse no texto passado, dos 13 jogos disputados entre as duas equipas, de 2010 à presente edição do Girabola ZAP, a estatística mostra que o clube militar venceu oitos vezes, perdeu três e empatou duas vezes. Então, sobre isso, mais não digo.

Carlos Calongo

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