Jornal dos Desportos

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Opinio

Rssia-2018 est espreita

28 de Abril, 2018
Numa altura em que se contabilizam 47 dias para o arranque da 21ª edição do Campeonato do Mundo de Futebol, qualquer coisa como um mês e dezasseis dia, cá, pelo país, ainda é muito fraca a divulgação em torno desta montra do desporto-rei.
Ao contrário da 18ª edição, realizada na Alemanha de 10 de Junho a 10 de Julho de 2006 e que Angola teve o privilégio de marcar presença, nesta alta-roda do futebol que a Rússia acolhe em breve, a Comunicação Social no país está dar pouco ênfase à prova.
Ao que parece relega-se a divulgação deste mediático evento do futebol, talvez pelo facto de o combinado nacional não se fazer presente, o que a ser verdade, é a todos títulos reprovável. A ausência de Angola não pode servir de mote para fraca cobertura.
E mais: mesmo não estando presente com a sua selecção principal de futebol, o país há-de estar representado (e bem) pelo árbitro Jerson Emiliano que figura no leque de 33 juízes principais e 63 assistentes, de 46 países, eleitos para o Mundial da Rússia.
Aliás, a eleição do jovem huilado de 34 anos para esta grande montra do futebol é prova do reconhecimento do nível de trabalho que é feito na nossa arbitragem.
Reza, ainda, na história da arbitragem do nosso futebol, que Jerson Emiliano torna-se no segundo angolano a apitar no Copa do Mundo, depois de Inácio Cândido ter estado em 2010 na África do Sul, naquela que foi a primeira organização de um país do continente.
É míster também sublinhar que nas edições dos Mundiais de Futebol de 2010 e de 2014, realizadas respectivamente na África do Sul e no Brasil, a imprensa angolana fez uma cobertura mais significativa antes do início das mesmas.
O facto de a maior prova do futebol chegar pela primeira vez à África, por um lado, e \"regressar\" ao Brasil, um país com que Angola tem fortes laços quer no domínio da língua, quer histórico e cultural, por outro lado, provavelmente terão pesado na balança.
Noves fora esses factores há muito por dizer em relação à grande montra do futebol mundial, que este ano chega pela primeira vez à pátria de Vladimir Putin, que abarca além da Ásia uma vasta parcela da Europa.
Nesse particular, é importante dizer que além de Moscovo, o Mundial de 2018 vai estender-se por outras dez cidades russas. São Petersburgo, Kazan, Sochi, Caliningrad, Níjni Novgorod, Samara, Volgogrado, Saransk, Rostov-on-don e Lecaterinburgo são as demais cidades/sedes da competição.
No meio desse cenário merecem destaque pela mesma ordem os doze estádios que albergam os jogos do Mundial, dois deles em Moscovo, designadamente o do Spartak e Luzhniki, o maior para a prova e com capacidade para mais de 84 mil espectadores.
O Arena Zenit, segundo maior e com capacidade para 68.134 adeptos situa-se em São Petersburgo; o Fisht Stadium (Sochi), Kazan Arena (Kazar), Samara Arena (Samara), Rostov Arena (Rostov-on-dom), Nizhny Novgorod Stadium (Níjni Novgorod), Volgograd Arena (Volgograd), Mordovia Arena (Saransk), Ekaterimburgo Arena (Lecaterinburgo), e Kaliningrad Stadium (Caliningrad) são os demais recintos de jogos.
Para a posteridade desta 21ª edição do Campeonato do Mundo de Futebol que a Rússia alberga salta ainda, à vista, o facto de além da capital do país, Moscovo, a Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) e o Comité Organizador Local (COL) optarem por escolher outras cidades importantes.
Nesse particular, merece destaque São Petersburgo, a segunda maior cidade russa, e Kazan, com importância histórica, além de Sochi, que acolheu as Olimpíadas de Inverno de 2014. Nota de realce, ainda, vai para o facto de todas as cidades/sedes estarem situadas na parte europeia da Rússia, com Lecaterinburgo a ser a mais ao oriente de todo o Mundial, e Caliningrado, a mais próxima do restante da Europa.
Esta última cidade russa tem, ainda, a particularidade de ser a única sede separada no território russo, sem conexão directa. É um enclave situado entre a Lituânia e a Polônia, a exemplo do que acontece com a província mais ao norte de Angola, Cabinda, em relação a República Democrática do Congo (RDC) e ao Congo-Brazzaville.
Enfim, fica assim espelhado aquilo que é a realidade do país que alberga a maior montra de futebol deste ano e onde África vai se fazer representar pela Tunísia, Nigéria, Marrocos, Senegal e Egipto, com o rótulo da selecção mais titulada do continente.
De resto nesta competição em que a Rússia entra nas vestes de anfitriã e Alemanha, de campeã em título, as 32 selecções apuradas para o certame vão estar agrupadas em oito grupo: Rússia, Arábia Saudita, Egipto e Uruguai (Grupo A); Portugal, Espanha, Marrocos e Irão (B), França, Peru, Dinamarca e Austrália (C); Argentina, Croácia, Islândia e Nigéria (D); respectivamente.
Nos restantes agrupamentos vão desfilar o Brasil, Suíça, Costa Rica e Sérvia (E), Alemanha, México, Suécia e Coreia do Sul (F); Bélgica, Inglaterra, Tunísia e Panamá (G) e finalmente a Polónia, Colômbia, Senegal e Japão (H). Agora resta aguardar pelo momento do pontapé de saída desta 21ª edição da Copa do Mundo na Rússia, que vença o melhor e que Angola seja representada ao mais alto nível por Jerson Emiliano!!!...
Sérgio V.Dias

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