Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Rssia superou todas expectativas

19 de Julho, 2018
O povo russo e os seus dirigentes, em particular, terão dado uma excelente reposta a todos quanto duvidaram de que teria competência para chamar a si as responsabilidades na organização do Mundial de 2018. Não há como encontrar “borrões” a um país que foi capaz de dar exemplos do bem organizar.
Depois do que se viu durante toda a competição, sobretudo para quem viveu a competição prestando toda a atenção aos bastidores da prova, como é o meu caso, não restará dúvidas de que foi um dos melhores que a humanidade teve o prazer de testemunhar. A opinião é unânime de que a Rússia superou todas as expectativas.
A hospitalidade do seu povo, a simpatia dos seus adeptos, que vivem intensamente o futebol, a beleza da suas cidades e a disposição de infra-estruturas e meios de transporte tornaram a prova excelente.
Não haverá, seguramente, quem não tivesse gostado deste Mundial. Porque teve tudo que se esperava dele: emoção, adeptos e jogos atractivos.
Um dos aspectos que mais me impressionou nessa organização, foi o facto dos estádios terem registado sempre grandes enchentes e mesmo em jogos que envolvessem equipas teoricamente mais fracas. E, nesse aspecto, pode-se afirmar que a Rússia superou todas as expectativas. É verdade. A procura de bilhetes foi intensa.
Como prova disso, a partir dos quartos-de-final já não havia ingressos para mais ninguém. E, para muitos, a alternativa foi viver as emoções a partir das telas gigantes dos “fan zone” espalhados pelas onze cidades-sede da prova.
O marketing do campeonato foi muito bem feito e o país acolheu milhares de cidadãos, provenientes dos vários cantos do mundo, sem quaisquer problemas. Aliás, tal era a dinâmica imprimida nos gigantes aeroportos retocados propositadamente para corresponder à demanda...
O que dizer mais de um Mundial onde teve de tudo. O público viveu o campeonato com alegria e sentimento de enorme segurança e regressou a casa satisfeito com os momentos de festa que teve a oportunidade de gozar. Tanto quando no interior dos estádios, fora deles também se viveu intensamente Mundial. Paulo Caculo, Moscovo

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