Jornal dos Desportos

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Opinio

Sacrificar os presidentes

01 de Abril, 2019
Fui um dos que se manifestou feliz quando o Petro de Luanda e o 1º de Agosto colocaram fim a sangria de treinadores. Sabe-se de cor e salteado e, com muitos maus exemplos práticos, de que esta política nunca foi compatível com resultados sucessivos e permanentes. OInterclube pode ser uma fotografia disso mesmo. Em mais de trinta anos de participação ganhou apenas dois títulos. Escrevo “apenas” pela sua expressiva capa cidade financeira.

É dos clubes mais desafogados do país, ao lado do 1 de Agosto e do Petro de Luanda. E um dos grandes problemas do Interclube é precisamente o tempo de vida dos seus treinadores no banco de suplentes. Há outros problemas é verdade, mas a saída e entrada de treinadores é um dos mais decisivos. Os seus confrades também viviam essa praga. Colocaram no entanto colocar um basta quando decidiram contratar Dragan Jovic e Bianchi ia.

Qualquer um deles vai no seu quarto ano. Aliás, Bianchi ia na quarta época. Um é mais feliz do que outro. E a explicação pode ser encontrada no melhor plantel de um. Ou seja, o 1º de Agosto reunia e reúne melhores jogadores do que o Petro de Luanda. A Selecção Nacional pode ser uma amostra dessa superioridade dos militares, que têm sido chamados em maior números. Logo, Bianchi por melhor que fosse não tinha como ganhar títulos. Os militares foram reforçando a sua equipa, o que explica o êxito tido na Liga dos Campeões.

Inexplicadamente o Petro de Luanda desfaz-se do seu treinador quando discute ainda o título do Girabola Zap\'2019. Pressionado ou não com os resultados da Taça da Confederação, a direcção do Petro sacrificou o treinador brasileiro e teve de encontrar uma justificação absurda para nos fazer crer que não são os resultados. Esta decisão pode comprometer a possibilidade do Petro de Luanda voltar a conquistar um Girabola Zap. Já lá vai uma década quase. E se acontecer, ou seja, se os tricolores voltarem a perder o título a quem caberão as culpas?

Bianchi ja não estará sequer em Luanda por estas alturas. É chegada pois a hora de se questionar quando é que se sanciona os presidentes dos clubes, por decisões equivocadas. Não está em causa a competência de Tomas Faria. Sempre soube que fosse competente e muitas pessoas sobre sua subordinação jurídica também reconhecem a sua competência.

O que está em causa é a responsabilização dos dirigentes quando tomam uma decisão equivocada. Os treinadores e os jogadores não podem continuar a serem os únicos. Há outros “player” neste esquema aos quais devem recair também responsabilidade, na mesma dimensão em que acolhem os louros pelas conquistas. É tarefa dos sócios accionaram as assembleias extraordinários para se desfazer dos presidentes cujas decisões prejudicam as equipas, chame-se Tomas Faria, Carlos Hendrick ou Alves Simões (aliás, este não sai). Teixeira Cândido


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