Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Se o amanh no existir?

24 de Setembro, 2018
Sobre a qualificação do 1º de Agosto, parece-me estar tudo espremido, ainda que os festejos possam se prolongar até ao próximo jogo.
É legítimo que os adeptos militares o façam. A prestação da sua equipa chega num momento em que o futebol nacional mais precisa de se reposicionar em África, depois de ter perdido o respeito que lhe era dedicado.
A década 90 foi de grande músculo futebolístico. Ou o País se colocou entre os sete melhores, graças à quatro presenças na final da Taça das Taças, hoje Taça CAF. Os proletários (1ºde Maio) descobriram o caminho , seguiu-se o Petro de Luanda, depois o 1 º de Agosto e por fim o Interclube.
Em 1997, quando a Taça dos Campeões ganhou o actual figurino, Angola marcou presença na estreia, pelas mãos do 1ºde Agosto, que ficou a um ponto das meias-finais. Pelo meio tivemos ainda presença do ASA e do Libolo, sem puderem fazer uma prestação que nos orgulhe. Só o Petro de Luanda o fez, feito este que agora é igualado pelos militares.
Porém, a minha preocupação tem que ver com o futebol doméstico. O Girabola, em particular, que manifesta sinais preocupantes. Na última edição assistimos a uma desistência no decurso da prova. E a que se avizinha traz consigo clamores nunca antes visto. As estradas nacionais que participavam na redução dos custos deixaram de existir.
Os patrocinadores estão a encolher-se cada vez mais. insistimos em manter o actual figurino da competição em que os clubes não conseguem ir buscar um terço do que gastam. Não corremos o risco de acordar e possuirmos apenas equipas de Luanda? Faz sentido esperar que o dilúvio se abata sobre a cabeça das pessoas para a FAF e os dirigentes dos clubes agirem?
Teixeira Cândido

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