Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Segurem o treinador

12 de Agosto, 2019
A hipótese de rescisão do contrato com o treinador Srdjan Vasiljevic, pode atirar os Palancas Negras para um longo e penoso percurso. Os fundamentos do meu receio, assentam no facto de ser um treinador competente, já o demonstrou, e ser paciente. O primeiro sinal do que pode vir a ser a vida dos Palancas Negras. foi a eliminação do CHAN. Se a direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF) insistir na sua capacidade de inventar, o País pode sofrer mais do que já o fez. Artur Almeida e Silva vai manifestando uma capacidade de desperdício como ninguém.

A eliminação dos Palancas Negras, custou algumas centenas de dólares para os cofres da FAF. Depois do empate na casa da Swazilândia (não consigo me adaptar a nova designação),todas as expectativas apontavam para uma qualificação fácil. Porém, a FAF colocou muito próximo do jogo da Supertaça. Esse jogo impossibilitou a participação dos jogadores do 1º de Agosto na selecção, disso resultou que o treinador (Silvestre Pelé) fosse obrigado a criar uma equipa do nada.
Óbvio que o resultado foi a eliminação, ainda que aos pénaltis.Os tais dinheiros de que tanto precisa a FAF, para curar algumas dívidas e despesas, foi atirado ao lixo.Negligência é o comportamento, que vai atravessando todas carreiras da actual direcção da FAF. Uma atrás da outra, e assim vai seguindo Artur Almeida e a sua tribo. Outros resultados negativos podem se seguir, se ninguém segurar esta FAF. Chamar a razão estes senhores . O que está em causa não é o dinheiro. São os resultados desportivos e consequentemente o prestígio da equipa nacional.
É necessário evitar, que os Palancas Negras voltem a mergulhar na incerteza. Fazer resultados por mero acaso. Se há algum mérito nesta direcção da FAF, este assentaprecisamente no facto de ter encontrado este treinador. É competente e barato, se comparado com outros, que já orientaram os Palancas Negras. É igualmente recomendável, que os treinadores possam fazer, no mínimo, um ciclo olímpico, quatro anos, período capaz de oferecer ao treinador não apenas estabilidade emocional, mas também melhor conhecimento dos jogadores, da cultura dos povos e outras informações, que influenciam as suas decisões.Há informações de que o candidato ao cargo de seleccionador é um treinador português.

Nada contra o povo nem Portugal. Por mim, treinadores portugueses são para esquecer. Já os tivemos que se farta. Último deles é de má memória, de seu nome Manuel José.Se alguém pudesse fazer tudo, para manter o actual seleccionador, iria fazer um favor aos Palancas Negras e ao País. É preciso evitar que a FAF do Artur de Almeida continue a somar disparates. Teixeira Cândido


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