Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Ser desta vez?

16 de Julho, 2015
Apontado como um dos clubes, que mais “ chicotadas psicológicas” protagoniza no mosaico futebolístico nacional, ao contratar o técnico Veselin Vesko para redinamizar a equipa de futebol, a direcção do Interclube de Angola confirma a política virada para a conquista de performances que se coadunam com a sua dimensão.Veselin Vesko regressa ao país e ao clube que bem conhece, depois de em tempos ter orientado a equipa principal, tem como adjuntos, os angolanos Abílio Amaral e José Luís Borges.

Para além de ter deixado a sua marca, no sentido positivo, na primeira passagem por Angola nos anos 80/90, desenvolveu um trabalho a todos os títulos positivo. Na República do Botswana, onde durante cerca de uma década “revolucionou” todo o futebol da base ao topo, permitiu às selecções e clubes daquele país encarar as competições internacionais em que estiveram inseridos, com mais responsabilidade, cujas performances conhecem uma evolução significativa em termos organizacionais e competitivos.

O facto de possuir um conhecimento acentuado, sobre o modelo de organização das competições angolanas, permite, que com o apoio e as condições laborais colocadas à disposição do grupo de trabalho que coordena, que o seu trabalho comece a produzir os resultados preconizados, a curto prazo, por encontrar uma equipa consolidada, a necessitar apenas de alguns arranjos, que melhor do que ninguém, tem noção.
Leonel Libório

Vai contribuir para que se evite, o que tem acontecido, no início de cada época, em que alguns atletas, na sua maioria jovens, considerados nucleares, formados na sua “canteira”, optem por representar outros clubes, em busca de melhores condições financeiras e materiais, que o Interclube de Angola não tem capacidade de oferecer.

O Interclube, ao invés de outros, integra o lote dos clubes que prioriza a formação académica e profissional dos atletas, ao mesmo tempo que assegura a concessão, entre outras, de viaturas, residências e uma quantia financeira, como forma de salvaguardar o período pós-desportivo e não assinar contratos que envolvam quantias “astronómicas”, o que faz com que muitas vezes, os atletas quando mal orientados e encaminhados, passem por vicissitudes de vária ordem, depois de pendurarem as chuteiras.

É assim, que se enquadra a recente inauguração de dois campos relvados, dos quais um com relva sintética, para conferir melhores condições de trabalho aos escalões de formação, a começar pelos infantis, faixa que conta com cerca de 300 crianças com idades compreendidas entre os seis aos nove anos, o que dá indicadores da pretensão do clube afecto à Polícia Nacional e ao Ministério do Interior, efectuar um trabalho de continuidade mais sério e responsável da base ao topo.

É preciso não esquecer, que existem clubes em Angola, entre os quais, vários com mais tempo de vida do que o Interclube de Angola, com tradição e alguma mística no contexto desportivo nacional, cujas secções, departamentos ou vice-presidências ligadas ao futebol, possuem orçamentos financeiros mais avantajados do que o seu, que se escusam de apostar em práticas viradas para a evolução do nível e da qualidade do futebol nacional, perspectivando o futuro, tendo como base os escalões etários.

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