Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Sinais de saturao

29 de Outubro, 2018
A Federação Angolana de Futebol e os clubes que participam no Girabola, não podem continuar a ignorar os sinais de saturação do actual modelo de competição. Há um ciclo para tudo, assim diz a natureza.O modelo socialista do Girabola não é para o século XXI, que assiste uma pressão enorme sobre os Estados como nunca. Os cidadãos exigem hoje respostas dos seus problemas em vinte e quatro horas, o que em situação normal levaria um mês ou meses a ser resolvido. Os Estados estão pressionados a canalizar os escassos recursos- sempre o foram comparando com as necessidades- para necessidades urgentes. São poucos os que toleram ver os Estados canalizar recursos para uma actividade, que se pode autosustentar. Não faz sentido insistir na música de que o público não gosta ir aos estádios de futebol. É uma tese amadora. O público do futebol é quase o mesmo que enche os espectáculos de música. É preciso ir buscar especialistas. É preciso estudos de mercados, para conhecer a realidade e, com estratégias de marketing devidamente elaboradas, satisfazer as necessidades dos adeptos; os seus desejos. Este é o primeiro passo. Um estudo de mercado, que permita saber como levar o público para os estádios, como vestir o público com o merchandising. Este exercício devia ser feito pelos gestores da Liga e dos clubes, cada um à sua medida. Os clubes devem colocar as atenções na maximização das suas receitas, e a Liga na valorização do produto, que se chama Girabola. Para isso é necessário romper com o discurso socialista de que o Girabola é um factor de unidade nacional, pelo que deve ser disputado por todos e de qualquer maneira. Este modelo está ultrapassadíssimo.
O País está caminhar para a terceira década de economia de mercado. À parte os vícios e as maracutais, que o mesmo foi vivendo. É importante que os actores principais desse jogo acordem. Acabou em 1991 o modelo de economia planificada. O Estado já está se desfazer de algumas empresas, sinal de maturação desse modelo económico, e os senhores do futebol ainda estão embrulhados na manta do \"tudo pelo povo\". O episódio das dívidas, que ia comprometer a presente edição, é o sinal vermelho. Se nada for feito, um dia não teremos Girabola. A Liga era para ontem. Os clubes precisam abraçar o profissionalismo, no sentido mais restrito do conceito. Teixeira Cândido

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