Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Spasibo Rssia

16 de Julho, 2018
Caíram as “cortinas” sobre o Mundial da Rússia. Chegou ao fim a maior cimeira do futebol mundial. Para trás ficaram dias memoráveis, semanas inesquecíveis e momentos indiscritíveis. Para mim, a maior manifestação desportiva de toda a humanidade...
Foi um mês de emoções fortes. De risos, choros, gritos, abraços, empurrões e de satisfação imensa. É verdade. Períodos de esfrega tremenda, apostas e de disputa intensa de um campeonato do mundo que ficará na história, pelas grandes emoções geradas aos adeptos nas bancadas e aos turistas nas ruas.
No interior do estádio ou fora dele viveu-se o Mundial de forma profunda. Como se do último suspiro se tratasse. Ao vivo ou pelos gigantescos ecrãs de um “Fan Zone” fez-se a festa. Ninguém ousou ficar de fora. Corações estiveram ao alto. As jogadas, os golos e os dribles levaram os adeptos ao êxtase.
Assim foi o Mundial da Rússia. A maior competição do futebol à escala planetária. Uma espécie de encontro mundial dos melhores futebol. Onde a constelação de estrelas provocou delírio nas bancadas. Entre decepções e fracassos.
A imprevisão de resultados e a quebra de favoritismo acrescentou ao campeonato enorme interesse. O futebol “menos expressivo” sobrepôs-se ao teoricamente mais forte. Qual imbatíveis! Nem mesmo o campeão mundial em título foi poupado. Ou seja, de surpresas em surpresas disputou-se o Mundial da Rússia.
Os milhares de adeptos que estiveram no palco do campeonato do mundo levaram para casa, como fotos guardadas numa memória se tratasse, os vários momentos de emoção que marcaram este Mundial. Os vídeos gravados, são para rever depois a qualidade do espectáculo proporcionado pela Rússia aos seus visitantes.
A hospitalidade dos russos, a beleza das onze cidades, a maravilha dos estádios, a qualidade dos jogos e a extrema segurança proporcionada pelo país fizeram deste campeonato do mundo o melhor de sempre. Pessoalmente, não recordo ter vivido experiência semelhante no Mundial da Alemanha, em 2006. A aproximação aos adeptos e o sentir do pulsar dos seus corações a cada lance ou jogada é algo que não se consegue descrever...é fenomenal !
Na hora do adeus, regressamos a casa, seguramente com o sentimento do dever cumprido, mas com a obrigação de dizermos “Spacibo” (obrigado) à Rússia, por ter-nos permitido respirar o futebol! Paulo Caculo, Moscovo

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