Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Surpresas e imprevises

30 de Junho, 2018
O campeonato do mundo, na Rússia, faz jogar a partir de hoje até ao próximo dia 3 de Julho, umas das suas fases mais interessantes: os oitavos de final.
Também considerada de etapa do “mata-mata” - em virtude da equipa derrotada ficar automaticamente afastada da competição - , a fase está a gerar enorme expectativas junto dos adeptos, fruto das enormes surpresas que têm marcado este Mundial.
Desde que a Alemanha foi eliminada, mais ninguém arrisca a avançar prognósticos em relação aos vencedores dos jogos e muito menos sobre o provável campeão. Alguns até admitem ter chegado a altura dos chamados “outsiders” fazerem a sua história na competição.
Mas, o sentimento dos adeptos que, por estes dias, se deslocam ao “fan zone” da capital russa, localizado numa das áreas mais privilegiadas da cidade, concretamente nos arredores do Palácio do Kremli, resume-se a incerteza e indefinição.
No palco reservado aos adeptos sem bilhetes, encontra-se desde o mais optimista ao menos pessimista. Há, ainda, os que procuram “puxar a brasa à sua sardinha”, como soe dizer-se, tentando fazer crer que os seus prognósticos vão bater todos certos, mas existem outros mais realistas, como é um adepto da Espanha, que prefere esperar pelo jogo, para ver e crer.
Assim vai o Mundial, caminhando sob o espectro da imprevisibilidade. Em meio a tantas surpresas, deixou de haver favoritos e qualquer um pode ser o próximo a cair. Os russos recusam-se a aceitar esta probabilidade, pelo menos nesta fase, em que terão pela frente a Espanha.
Embora poderosos, com muita vontade e talento abundante, o incrível é que os donos da casa, revelam ainda não ter, à sua disposição, “armas” capazes de fazer as gracinhas de outras selecções e, provavelmente, o afastamento da competição que organiza é quase uma certeza....ao menos que a prova continue a brindar-nos com novas surpresas.
Estamos para ver qual será a reacção da imprensa russa e dos seus ferverosos adeptos, após uma queda da sua selecção nesta fase dos “Oitavos”, depois do enorme rejubilo na fase de grupos, que motivou o elevar do optimismo dos adeptos em relação ao sonho da conquista de patamares mais altos.
Paulo Caculo| Moscovo

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