Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Toda a verdade sobre patrocnio no desporto

30 de Julho, 2018
Tem sido recorrente, ouvir esta frase no \"métier\" desportivo nacional, não sabendo ao certo se é para se ir buscar mais ganhos ou para se tirar muitos benefícios, a julgar pelo facto de que é ruidosamente perceptível que quando ouvimos dirigentes desportivos a reclamarem da falta de patrocínio, falam de patrocínio da boca para fora, porque ouvem falar de patrocínio da boca de quem, qual caixa de ressonância, também só fala de patrocínio p´ra aqui, patrocínio p´ra lá, ou pior ainda ouvem falar de patrocínio da boca de quem é tão leigo no assunto, que nem percepção tem da dimensão, da plenitude, da largura, da altura, e do peso do assunto.
Por outro lado, a maioria das empresas sabem mais do que nunca da força do desporto como marketing da sua marca, seja em um evento desportivo, clube ou um atleta em individual.
As empresas sabem que investimentos em patrocínios no desporto têm retornos certos nos seguintes aspectos:
Aumentam o reconhecimento da empresa. Melhoram a imagem da empresa. Demonstram a sua responsabilidade social para uma actividade de grande inclusão social;
Incrementam o reconhecimento de seus produtos, bens e serviços, aumentando consequentemente no número de vendas. Alimentam o orgulho, a motivação e satisfação dos funcionários e colaboradores da empresa. Propiciam a fidelização de clientes. E reforçam a associação da empresa a um sector movido pela paixão, emoção e adrenalina, tornando a marca apetecível de ser lembrada por um período maior de tempo.
Mas o que deve ficar bem claro é, se uma empresa decidir patrocinar o desporto, ela sempre vai querer ter algum retorno.
Se o retorno pode ser bom a curto, médio ou longo prazo, e se as empresas sabem da força e do poder do desporto na divulgação da sua imagem, e comunicação da sua mensagem, porque que a procura por atletas e clubes em termos de patrocínio em Angola é tão baixo, para não dizer residual?
A resposta é simples, os clubes e atletas e muitos “supostos” profissionais ligados ao desporto nacional, não passam credibilidade, nem profissionalismo, para uma empresa colocar seu dinheiro e associar sua imagem.
Os projectos dos clubes são mal elaborados e os atletas mostram total falta de comprometimento com o patrocinador, o que leva a maioria das empresas locais a terem total e exclusiva preferência para patrocinar um evento ligado a música, ou as artes ao invés de clubes e atletas.
Ao ganhar importância e ao captar investimentos que antes eram dirigidos para outros formatos de comunicação comercial, como os anúncios na televisão e nos painéis publicitários, o patrocínio desportivo tem conseguido provar de forma inequívoca a sua eficácia e a sua verdadeira influência no estilo de vida dos consumidores.
Se centrarmos o nosso raciocínio nos agentes desportivos, facilmente podemos entender a necessidade de saber mais sobre a matéria, dado tratar-se de uma das principais fontes de financiamento para as organizações desportivas e para pessoas individuais ligadas ao desporto nos dias actuais.
Do lado das empresas, torna-se fundamental perceber e comparar as várias soluções de comunicação disponível ligada ao patrocínio desportivo para que se possam maximizar os resultados pretendidos.
Por esta razão fica desde já registada a promessa, para daqui a 15 dias, neste espaço, se Deus me der saúde e vida, voltar a abordar o referido assunto numa perspectiva mais didáctica e pedagógica!Zongo Fernando dos Santos

*MENTOR E GESTOR EXECUTIVO DO FÓRUM MARKETING DESPORTIVO

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