Jornal dos Desportos

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Opinio

Torneio da Pscoa cimenta a histria

13 de Abril, 2019
A recente vitória da Selecção de Angola de hóquei em patins, no Campeonato Africano realizado no nosso País, proporcionou o reforçar dos seus créditos, não só na arena continental, como internacional. Angola tem, agora, imensas responsabilidades na Taça das Nações de Montreux, a realizar-se na Suíça, e, de igual modo, no Campeonato do Mundo de Barcelona.
Na verdade, o tema que hoje abordamos neste espaço, numa proposta do meu companheiro e amigo Sérgio Vieira Dias, acaba por assentar com uma luva, porquanto, o hóquei em patins convenhamos, é a modalidade do momento, se tivermos em conta a sua representatividade e a forma como eleva o estandarte nacional além-fronteiras.
A 66ª edição da Taça das Nações de Montreux, também designado Torneio da Páscoa, que se disputa de 17 a 21 do corrente mês, é a confirmação deste “status quo” pese embora, como sabemos, o nosso País ser um dos “habitués” desta competição.
Ainda assim, essa confirmação lhe confere créditos adicionais, a julgar pelas potencialidades e aceitação que a modalidade tem a nível mundial, a contrastar com a fraca visão dos africanos que, como vimos, na recente competição do continente, que Angola puxou à si a realização, três países apenas participaram – Angola, Moçambique e Egipto – numa clara demonstração de autêntica “pobreza Franciscana”.
Tudo isso, não retira o que o nosso País já alcançou na alta-roda do hóquei mundial. Angola embora tenha alguma quota, não é culpada única desse descalabro africano. A realidade porém é que, para esta edição da Taça das Nações de Montreux Angola está no grupo B, conjuntamente com as suas congéneres da Espanha, Portugal e Suíça.
Um grupo difícil, que obriga que o nosso combinado nacional, como sempre, se esmere na preparação e procure os caminhos mais expeditos, para alcançar uma boa classificação que provoque alento competitivo, anímico e psicológico, para enfrentar depois o Campeonato do Mundo de Barcelona, onde teremos que demonstrar o apuramento para o grupo de elite.
Naturalmente que, de acordo aquilo que acompanhamos, a selecção enfrentou algumas dificuldades na fase inicial da sua preparação, que provocou que a data de embarque fosse alterada, estrangulando de certa maneira alguns pressupostos programáticos de Fernando Fallé, o seleccionador nacional.
Foi feita a triagem dos atletas e, na visão de Fallé, foram escolhidos os melhores da praça doméstica, que se juntaram aos que actuam na diáspora. Como se sabe, em Portugal, segunda etapa da preparação antes de escalar a Suíça, juntar-se-ão à Selecção Nacional, Martin Payero, André Centeno, João Pinto, Humberto Mendes e Francisco Veludo, todos eles a actuarem nos mais variados emblemas europeus.
Apesar de algumas turbulências, que caracterizaram a preparação em Luanda, foi possível realizar alguns jogos de controlo, que serviram para testar a capacidade competitiva da equipa, avaliar o níveis de absorção dos conceitos de treinamento e, sobretudo, criar os indispensáveis espíritos de grupo e de coesão, factores fundamentais para cimentar um balneário unido e apostado numa causa e compromisso.
Para isso, é necessário que haja, de facto, um elevado espírito patriótico, como aliás tem havido ao longo dos anos que Angola marca presença nestas competições de alto gabarito desta modalidade. Por isso, o nosso País tem alguma história acumulada neste tipo de provas, onde já teve ousadia de alcançar vários terceiros e quartos lugares obtidos em várias edições do Torneio de Montreux, onde o combinado nacional participa regularmente.
Aproveito entretanto, para reavivar memórias e relembrar dados relevantes da história do nosso hóquei em patins e dizer que, a 12 de Abril de 1982, Angola registou a derrota mais pesada, diante de Portugal, por 1-21. Aos 18 de Outubro de 1992, registou a sua vitória mais avolumada, 39-1 “espetada” à Índia. Toda essa trajectória, confere ao combinado nacional responsabilidades acrescidas, que bem interpretadas pelos atletas, lhes pode conferir bravura, abnegação, espírito de luta e de conquista, tudo para honrar o nome do nosso hóquei em patins e o nome do nosso País. Bem-Haja! Morais Canãmua

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