Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Trabalho para o CHAN

19 de Novembro, 2015
Depois de Angola ter ficado a saber que terá como adversárias as selecções nacionais da República Democrática do Congo, dos Camarões e da Etiópia, no grupo B preliminar da fase final do Campeonato Africano de futebol para atletas que actuam no continente (CHAN), a ter lugar entre os dias 16 de Janeiro e 07 de Fevereiro de 2016, no Ruanda, o grupo de trabalho deve incidir, a partir de agora, na criação de condições para que as coisas decorram sem constrangimentos.

Trata-se de uma empreitada para a qual a Selecção Nacional de Angola adquiriu o direito de participar por mérito próprio, não obstante ter sido derrotada (1-2), em Luanda, na última partida da derradeira eliminatória de apuramento, pela selecção sul-africana, depois de na primeira partida, ter vencido (0-2), em Joanesburgo. Fruto de algum sacrifício acrescido e com alguma dose de sorte pelo meio, a selecção de Angola, que em 2011 alcançou a medalha de prata, no Sudão, deve procurar obter uma classificação idêntica ou superior ao segundo lugar.

Ao invés do que é opinião de muita gente, os Palancas Negras, tal como acontece com as demais selecções nacionais, possuem condições para chamarem a si o triunfo. O facto de a selecção de Angola partilhar o grupo B, com as representações nacionais da República Democrática do Congo e dos Camarões, teoricamente mais evoluídas nos contextos técnico e desportivo, não deve ser interpretado como se estivesse eliminada a partida.

Na realidade é de convir que qualquer das dezasseis selecções nacionais que vão marcar presença no Ruanda tem o seu objectivo. Os Palancas Negras que não constituem uma selecção de topo a nível continental, mas que impõem respeito a adversários de qualquer quilate, não se devem afastar da realidade dos factos. Como o segundo passo surge depois do primeiro, o objectivo dos angolanos deve assentar na primeira fase, pela obtenção da qualificação aos quartos-de-final.
Em caso de tal desiderato ser atingido, uma vez que os angolanos alcançaram a segunda posição em 2011, é justo que as autoridades que coordenam e dirigem o futebol nacional apontem como objectivo a atingir “chegar o mais longe possível”, que se traduz na luta pela conquista do título.

Assim, as propaladas “desavenças” que se diz existirem no seio da Selecção Nacional, em função da sua participação nas eliminatórias de acesso à fase final do Mundial -2018, na Rússia, devem fazer parte do passado, com o objectivo de facilitar que o plano de preparação seja desenvolvido sem atropelos. Isso pressupõe que o trabalho de casa, que deve começar a ser feito o quanto antes, deve ser gizado ao detalhe.

As selecções e as equipas adversárias, se for o caso, devem ser equacionadas ao pormenor. Como forma de conferir maior traquejo competitivo à selecção angolana, cuja maioria dos seus integrantes trabalha junto, faz tempo, os adversários devem ser teoricamente mais fortes e oferecerem garantias à equipa técnica nacional de imprimir as correspondentes correcções, sobretudo, tácticas.

No capítulo administrativo, tal como deve acontecer na vertente desportiva e competitiva, a interacção de todos deve constituir o foco principal. O sentido de responsabilidade e de esmero, devem constituir a principal forma de trabalho de todos quantos de forma directa ou indirecta estejam ligados a Selecção Nacional, que constitui um projecto sério e credível, onde todos os cidadãos angolanos, independentemente das diferenças políticas, religiosas e de opinião, se devem rever.
LEONEL LIBÓRIO

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