Jornal dos Desportos

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Opinio

Trofu est na mira

26 de Maio, 2018
Angola começa a disputar nesta segunda-feira, no Estádio Old Peter Mokaba, em Polokwane, na cidade sul-africana de Limpopo, a 18ª edição da Taça COSAFA, um torneio que abrange a região austral do continente africano. Para o efeito, a Selecção de Futebol em honras mede forças na primeira ronda do Grupo B da competição com a similar do Botswana, num jogo em que vai procurar fazer boa figura. E fazer boa figura passa por uma vitória frente a um adversário a seu nível.
Os Palancas Negras já subiram ao pódio deste torneio em três ocasiões, designadamente em 1999, 2001 e 2004. Zimbabwe tem cinco troféus conquistados, Zâmbia e a África do Sul quatro cada, ao passo que a Namíbia soma apenas um título.
Por isso mesmo, os comandados do sérvio Srdjan Vasiljevic entram com objectivo de voltar a fazer história nesta edição da Taça COSAFA, em que no primeiro turno vão defrontar além do Botswana, as Ilhas Maurícias e o Malawi que jogam entre si na ronda.
O seleccionador nacional aposta num plantel jovem, tendo em vista outras frentes em que os Palancas Negras vão estar engajados no futuro. “O mais importante é o que nos espera na Taça COSAFA, na África do Sul. Temos obrigação de nos apresentar no melhor possível”, disse técnico sérvio por ocasião do lançamento do torneio, ainda no país.
Durante a sua marcha nesta primeira etapa os Palancas Negras vão enfrentar na segunda jornada, dia 30 no Estádio de Seshego, igualmente na região de Polokwane, as Ilhas Maurícias, e encerrando o primeiro turno no mesmo recinto frente ao Malawi.
Posteriormente o vencedor do Grupo B enfrenta a 3 de Junho o Zimbabwe no Estádio Old Peter Mokaba para os quartos-de-final. A final do torneio está prevista para 9 de Junho no novo Estádio Peter Mokaba, também situado na cidade de Polokwane.A Taça da COSAFA (sigla inglesa para designar o Conselho das Federações de Futebol da África Austral) é o maior torneio anual para as selecções desta região do continente.
Fazem parte deste grupo além de Angola outras 13 nações, designadamente o Botswana, Comores, Lesotho, Madagáscar, Malawi, Ilhas Maurícias, Moçambique, Namíbia, Ilhas Seicheles, África do Sul, eSwatini (ex-Swazilândia), Zâmbia e Zimbabwe.
Neste torneio, oito das selecções são divididas em dois grupos de quatro cada na primeira fase, cujos vencedores apuram para os quartos-de-final. A elas juntam as seis melhores classificadas na lista da Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), com inclusão do campeão e vice-campeão do torneio, que são inseridas automaticamente nos quartos-de-final.
A partir desta fase da competição, os vencedores dos “quartos” disputam os tradicionais jogos das meias-finais e consequente a final deste torneio da COSAFA. As equipas derrotadas nos quartos-de-final disputam uma outra etapa, passando também pelas meias-finais e jogando depois a respectiva final.
Na edição deste ano o Zimbabwe, na qualidade de detentor do troféu, e a África de Sul, no de anfitriã, estão, a par da Zâmbia, Namíbia, Lesotho, eSwatini (ex-Swazilândia), apuradas automaticamente para os quartos de final.
Ilhas Seicheles, Madagáscar, Moçambique e Ilhas Comores disputam o Grupo A, enquanto Malawi, Ilhas Maurícias, Botswana e Angola o B.
Porém, depois não se ter qualificado para os Campeonatos Africanos das Nações (CAN) de 2015 e de 2017, Angola pode aproveitar este torneio da COSAFA para aquilatar as suas reais capacidades tendo em vista o que acontece em 2019 nos Camarões.
Daí a equipa técnica liderada pelo sérvio Srdjan Vasiljevic deve ter em conta o quão é salutar fazer boa figura neste torneio que junta selecções da África Austral.
Aliás, como se tem dito é no aproveitar que está o ganho e essa 18ª edição da Taça COSAFA pode abrir portas para os Palancas Negras se fortalecerem, pois faz muito tempo que o conjunto vem experimentado dissabores a nível continental.
A aposta da equipa técnica em levar para a competição jogadores jovens também deve ser aplaudida, já que a renovação acaba por constituir um bom presságio para aquilo que há-de ser o futuro da equipa. Angola é capaz e disso ninguém pode duvidar.
O nosso futebol tem de procurar resgatar a mística de outros tempos para desse modo ressurgir na alta-roda do futebol nacional e não só. É uma tarefa que se afigura difícil, mas não impossível. Todos agentes do desporto-rei devem envolver-se nessa tarefa.
A Federação Angolana de Futebol (FAF), como órgão que superintende a modalidade-rainha no país, tem uma quota responsabilidade no meio de tudo isso.
Deve ser ela a assumir a maior responsabilidade de todas as estratégias que possam, efectivamente, relançar o futebol no país, mas sem descurar aqui, também, a intervenção do Estado Angolano e de outros órgãos afins.
A COSAFA está aí, às portas, e é incondicional o apoio que os Palancas devem receber de toda Nação. Se na prática este apoio for dado ao nível que se exige então Angola pode sonhar ir o mais longe possível nesse torneio que se disputa na África do Sul. A Selecção Nacional soma três troféus nesta montra do futebol da África Austral e por isso é legítimo pensar que o conjunto pode atingir o quarto título. Aguardemos!!!…
Sérgio V. Dias

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