Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Ttulo da Edies Novembro um imbondeiro do desporto

27 de Janeiro, 2018
O Jornal dos Desportos assinala, dentro de quatro dias, 24 anos desde que surgiu nas bancas, pela primeira vez. A data dos festejos de mais aniversário do título desportivo da Edições Novembro, ocorre precisamente numa altura em que se disputa a 5ª edição do CHAN, no Reino de Marrocos, desde 13 deste mês e que se estende a 4 de Fevereiro.
A competição, reservada apenas a jogadores que evoluem nos campeonatos dos respectivos países, a Selecção Nacional de futebol está qualificada para os quartos de final, enfrenta no domingo a selecção da Nigéria.
Dado que é o único jornal diário especializado em informação desportiva no país, o JD é um título que ao lado “Jornal de Angola”, “Jornal de Economia & Finanças” e do “Jornal Cultura”, outros títulos que a empresa controla, conquistou o seu espaço.
Descrito pelo meu companheiro de coluna, como um imbondeiro da informação desportiva, o título serve ao longo destes anos, sobretudo, aos amantes das diferentes modalidades espalhados pelo país e pelo mundo.
Recuando no espaço e no tempo, o título surge ainda no explendor da era do \'tam tam\' das máquinas dactilógrafas, dos \"linguados\", fax\'s e outros meios usados na época para a execução de notícias, reportagens e outras facetas do jornalismo.
Quando falo do \'tam tam\' das máquinas, recordo Manuel Rabelais que num encontro com jornalistas da região Centro e do Sul do País, em Benguela, fez uma incursão sobre a evolução da imprensa angolana, desde o tempo da \"outra senhora\", aos nossos dias.
O ex-ministro da Comunicação Social e director do extinto Gabinete de Revitalização Estratégica da Comunicação Institucional e Marketing da Adminstração (GRECIMA), recuou no tempo e foi buscar nomes sonantes do jornalismo angolano.
Na fila, surgem figuras como os malogrados, Rui de Carvalho, Francisco Simons, David Mestre e tantos outros que tiveram desempenho assinalável na nossa imprensa.
O JD também teve figuras de proa, passando por várias metamorfoses desde os meios utilizados no passado, até às novas Tecnologias de Informação e Comunicação.
O projecto readactorial iniciou com nomes de referência do jornalismo desportivo angolano, como Victor Silva, o malogrado Gil Tomás, António Ferreira “Aleluia”, actual director de Marketing, Fontes Pereira, sub-director do título, Salas Neto e outros.
Nesta longa lista de escribas, não se deixa de mencionar os nomes de António Félix e João Francisco, ambos editores do título, assim como Béu Pombal e o professor Vivaldo Eduardo, hoje emprestados ao generalista \"Jornal de Angola\".
Pouco depois de surgir nas bancas, o JD viu entrar outras penas de referência, como Policarpo da Rosa que conduzia os destinos das páginas desportivas do “JA”, Sak Santos, Pandi Santana, Pedro da Ressureição, Pedro Augusto, Mário Eugénio, António Júnior, o malogrado Sardinha Teixeira, Josefa Tomás, hoje juiza, e outros.
Osvaldo Gonçalves é um outro veterano da casa, com passagem por este título. “Vadinho”, como carinhosamente é tratado, é exaltado devido à pena invulgar que lhe é característica, não confundida pelo exímio verbo que utiliza na sua redacção.
No dia 31 de Janeiro de 1994, quando saiu a primeira publicação do JD, um emaranhado de projectos e idéias pairavam na estratégia traçada pela direcção do título.
Até à fase do seu surgimento no mercado, o órgão público de Comunicação Social contava só com o “Jornal de Angola”, um dos pilares da imprensa escrita no país.
É importante frisar, que numa fase mais ou menos aproximada a do lançamento do JD, as Edições Novembro foram também responsáveis pela impressão do “Correio da Semana”.
Há muito desaparecido das bancas, o \"Correio da Semana\" foi liderado pelo talentoso jornalista Paulo Pinha, que hoje empresta a experiência no copy desk do \"JA\".
Do extinto título semanário, hoje ficam as lembranças. As apetecíveis crónicas de Fernando Martins, na coluna “Crónicas de Lanchonete”, passando aos textos culturais e sobre desporto, corridos pelas penas dos jornalistas Sebastião Marques e Honorato Silva, faziam a delícia dos leitores, que se reviam nele.
O JD chegou até onde chegou, por mérito próprio e pela irreverência dos seus escribas. Não fez muito tempo, afirmou-se como um jornal de dimensão nacional.
Fruto disso, na segunda metade dos idos anos de 90, possuía uma rede de correspondentes que faziam com que o JD estendesse à dimensão nacional.
Morais Canâmua, na Huíla, o malogrado Padre Muanamosi Matumona, no Uíje, Mário de Carvalho, em Benguela, Sérgio Vieira Dias, no Namibe, cidade da rara Welwitchia Mirábilis, Júlio Gaiano, no Lobito, davam vazão à essa dimensão nacional.
Mais tarde, outros talentos surgiram nas suas correspondências provinciais. Neste particular, pode citar-se nomes como, Joaquim Suami (Cabinda), de Manuel de Sousa (Namibe), Gabriel Ulombe (Huambo), todos com boa margem de progressão.
Na senda de correspondentes figuram, ainda, José Chaves e João Constantino, no Bié, bem como os “novatos” Daniel Melgas (Moxico) e Adriano Sapalo (Lunda-Norte).
Hoje, não se pode falar do JD, sem mencionar-se outros escribas como Melo Clemente, João Carmo, Paulo Caculo, Betumeleano Ferrão, Francisco Carvalho, Silva Cacuty, só para citar mais alguns, que também têm a marca no título.
É inquestionável referir também a firmeza do pessoal de áreas específicas, como a técnica, paginação, artes, a fotografia, como os talentosos Nuno Flash, José Cola e outros, o Jornal dos Desportos conquistou hoje o espaço que conquistou.
É também importante recordar que a história do JD começa como um título semanário, passou depois a bi-semanário até atingir o estatuto de diário, em Agosto de 2007, feito até então consumado pelo generalista “Jornal de Angola” no país.
Por tudo isso, os leitores angolanos e não só, dispõem de um leque de informações sobre o apaixonante mundo do desporto, feito com rigor, imparcialidade e acima de tudo com profissionalismo.
Isso, resume a história dos 24 anos do JD, que já foi dirigido sucessivamente por Victor Silva, hoje investido nas funções de Presidente do Conselho de Administração da Edições Novembro, Policarpo da Rosa e actualmente por Matias Adriano.
SÉRGIO V.DIAS

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