Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio
por

Tudo pelos Palancas Negras!...

27 de Junho, 2019
Enquanto durar a presente edição do Campeonato Africano das Nações (CAN) que se disputa no Egipto, o que mais me ocorre enaltecer é a minha condição de angolano em pleno uso dos direitos em todos os campos, o que faz de mim um cidadão com a liberdade de apoiar a equipa nacional, seja no que for e der.
É em situações como estas, em que os símbolos maiores da angolanidades, refiro-me a bandeira e o hino nacional, flutuam e levam o nome de Angola aos mais recônditos cantos do mundo, que sinto redobrado o orgulho em ser angolano e, mais do que isso, defender a pátria em que nasci, cresci e espero nela dar o último grito de suspiro e agradecimento pela vida.
Pela paixão do desporto, em particular do futebol, multiplico a paixão pela minha pátria, à quem disponibilizo apoio total e incondicional, quanto mais não fosse, na prova considerada a maior manifestação futebolística realizada no continente negro, que é também o berço da humanidade, que atiça o apetite desmedido dos abutres que nela vêm debicar o seu pedaço. O vermelho, preto e amarelo da bandeira nacional, cada palavra, quadra, estrofe, refrão do Hino Nacional, com todo o simbolismo que deles carrego no âmago, provocam uma “febre” mental, que me leva a auto designar-me mais “Palanca Negra” que qualquer outro, respeitando, claro, o sentimento alheio, assim como peço que respeitem o meu e, quanto a isso, pronto.
Tal sentimento, me permite criticar quando está mal, elogiar quando está bem, e sugerir sempre que se notar a possibilidade disso, dentro dos marcos da urbanidade em que deve assentar qualquer abordagem de determinado fenómeno social, atendendo a característica heterogénea dos cidadãos.
Nesta heterogeneidade, é possível, claro, estabelecer-se um denominador comum, que nos obriga, com as devidas aspas, a fazer tudo e mais o resto em prol das Palancas Negras, para as quais auguro conquistas maiores que todas até aqui conseguidas nesta prova, o que, aliás, não deixa de ser um dos objectivos à que a selecção se presta.
O empate com a forte selecção da Tunísia, deixou em aberto a possibilidade de, pelo menos, ser possível atingir a segunda fase da prova, acção que, em primeira instância, passa por vencer o jogo de sábado, frente a Mauritânia, que verdade seja dita, não ostenta os mesmos galões que as Palancas Negras.
Conseguida a pretendida vitória, as atenções estarão viradas para os quartos de final que, ao ser uma realidade, será o escrever de uma página no livro da história do futebol sénior masculino, especialmente em relação ao Campeonato Africano da Nações, do qual o melhor que conseguimos foi atingir a segunda fase, equivalente à oitavos de final.
E, como se diz na gíria, sonhar não é crime nem se paga, o apelo que lanço, no exercício da minha angolanidade desportiva, vai no sentido de cerrarmos fileira em torno do apoio que nos seja possível emprestar a favor da nossa equipa nacional, que deve ser um orgulho colectivo. Claro está, que o avolumar de vitórias no campo desportivo, abre outros horizontes que leve o mundo a olhar Angola, para lá do capítulo particular do futebol, e é bom que isso ocorre, numa altura em que são válidas todas as hipóteses que relancem o país nos seus mais diversos aspectos, com maior pendor para a captação de investimentos, que possam catapultar a nossa economia que anda como anda.
Por tudo e para tudo, mais do que angolanos, sejamos, neste período que decorre o CAN, Palancas Negras, disponíveis e dispostos para o grito de vitória, que os nossos
compatriotas precisam para atingir os resultados que à todos nos satisfaçam, e caso não estejamos a sonhar alto, que, pelo menos, joguemos a final. Carlos Calongo

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