Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Um ano importante

04 de Janeiro, 2018
À passagem de mais um ano, naturalmente, como o encadeamento dos dias e noites, sucedem-se os balanços, passam-se em retrospectiva os 365 dias, somam-se os sucessos, subtraem-se os fracassos, equacionam-se as incidências e analisam-se os objectivos concretizados e logrados.
Não me parece muito difícil perceber os benefícios da estabilidade, no desporto e na vida de cada pessoa. No caso concreto do desporto, uma equipa com sucesso que transita de um ano para outro posiciona-se, certamente, a continuar com o sucesso.
Também não me parece muito difícil perceber o conceito de reforço, que se resume em reforçar, tornar mais forte, para superar os fracassos do ano que passou. No fundo, é isso que está a acontecer com todas as equipas, que estarão na grelha de partida do Girabola/2018.
Tenho para mim, que a sucessão de anos, nos faz escrever por esta altura coisas simpáticas e politicamente correctas. Paz, amor, títulos para todos, como se isso, fosse possível, e é aí, que entra em campo a esperança e a velha e cordata filosofia de que pró ano é que é, mais entendimento entre clubes e Federações, arbitragem, observadores, comissões de análise, etc, etc.
Se olharmos para trás, 2017 deixou-nos vencedores e vencidos, e também mais uns passinhos rumo à globalização, no entendimento de várias partes, sem esquecer o todo.
Hoje, estamos no quarto dia do ano 2018. Um ano que em minha opinião, não pode ser um qualquer. Entra com obrigações, porque se espera que esteja fadado para grandes desígnios. E, só vou falar de desporto.
Do futebol às modalidades olímpicas, há fortes motivos para acreditar em grandes cometimentos, momentos de glória aguardados com esperança diferente da do tempo dos fogachos individuais, porque estes foram – e têm de continuar a ser – programados e devidamente trabalhados.
Comecemos pelo futebol que pela terceira vez vai estar representado na fase final da quinta edição do CHAN, a decorrer de 13 do corrente a 4 de Fevereiro, no Reino de Marrocos. Depois de um honroso segundo lugar na sua primeira presença, no Sudão, e uma decepcionante prestação na sua segunda participação, espera-se que este ano tudo seja diferente.
E, não constitui um grande risco afirmar, que na cimeira do futebol continental para jogadores que evoluem nos campeonatos internos, os angolanos estejam em desvantagem tanto numa perspectiva colectiva como individual, em função de tudo que contribuiu para o início tardio dos trabalhos.
Muita responsabilidade, mas também muita e boa matéria para construir uma equipa capaz de justificar às expectativas dos angolanos.
Ainda em relação ao futebol, Angola vai estar presente nas Afrotaças com as suas melhores equipas, nomeadamente, o 1º de Agosto, na Liga dos Campeões, e o Petro de Luanda, na Taça Nelson Mandela.
Aqui, diferente dos Palancas Negras, as nossas equipas aparecem com alguma vantagem face aos adversários que vão ter pela frente, na fase preliminar das referidas competições.
Mesmo a jogar os primeiros 90 minutos em casa, acredito que os nossos dois representantes cheguem à próxima eliminatória. Para além de antever com optimismo uma boa prestação, acredito numa subida de pelo menos mais um degrau das equipas angolanas , nas competições sob a égide da CAF.
Em relação às modalidades olímpicas, vou reter-me ao basquetebol e ao andebol masculinos. Ambas, têm este ano missões difíceis. O basquetebol tem a tarefa ingrata de apurar-se para o Campeonato do Mundo. Depois de vencer a primeira fase, que decorreu na capital do país, espera-se que supere as demais fases, para alcançar o seu grande objectivo.
No caso concreto do andebol, o Campeonato Africano é neste momento, a sua grande meta. Superar o terceiro lugar alcançado na edição anterior, é a grande tarefa.
O objectivo das duas missões tem mesmo de ser o de superar as classificações anteriores. Aliás, estas são razões mais do que suficientes para os angolanos acreditarem que 2018 não vai ser apenas mais um ano nas suas vidas. Temos de ser competitivos!
E, estou a falar de mínimos…
POLICARPO DA ROSA

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