Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio
por Silva Cacuti

Um "Apol"

21 de Novembro, 2017
A vergonha acabou. Bem. Envergonhou quem mereceu. Os desavergonhados que, encostados ao nome de instituições que deviam ser sérias, engendraram um \"golpe\" ao judo angolano. Não se consumou!
Embora nunca tenha praticado judo, dele conheço nomes de algumas técnicas, não passo disso, folgo em saber que as gentes do judo chumbaram os que tinham \"olho grande\" sobre a Federação Angolana de Judo.
No início, tudo parecia fácil, chegar, ver e vencer! Tal como arregimentou o apoio institucional de figuras ligadas ao COA e, até, à Direcção Nacional dos Desportos.
Paulo Zinga \"Apoló\" não caiu nas graças destas figuras. Desde que foi eleito, no primeiro mandato, há todo um enredo de negligência às denúncias públicas que tem feito.
Apoló fala da transmissão de pastas, que não houve, quando chegou à Federação. Fala de irregularidades nas contas da Federação, com movimentos estranhos, até o impediram de deixar o país. Qual criminoso! Queixas aos Serviços de Investigação Criminal. Tudo.
O cálice transbordou, quando desmascarou irregularidades na Missão Olímpica do Rio\'2016, onde a única judoca não foi acompanhada por um técnico, mas havia outra pessoa na comitiva do judo, inscrita como técnico. Vi o dirigente Apoló sentar-se no lugar de técnico, enquanto Antónia de Fátima \"Faia\" lutava no Brasil. Provavelmente, contra a vontade da própria lutadora que, quando cometeu a falta que a penalizou, não estava, de certeza, a obedecer as orientações de Apoló. Um técnico de créditos firmados, com o qual a maior referência do judo feminino angolano privou e bebeu muitos conhecimentos.
As comadres zangaram-se. Faia liderou um movimento acusatório e de descredibilização do elenco de Apoló. Afinal, sem efeitos junto da massa associativa. O povo sabe sempre quem trabalha para si!
Apoló passou a ser uma espécie a extinguir e tudo se urdiu para que fosse apeado das lides da modalidade. As eleições, que renovaram o seu mandato, foram postas em causa.
Os arautos da \"normalização\" ergueram vozes e realizaram conferências, assembleias, até que se repetiu, desnecessariamente, as eleições.
Os que queriam o lugar de presidente da Federação de judo levaram um \"Apoló\", desculpem, acho que é \"hipon\", do qual só se vão recuperar na renovação de mandatos de 2020.
Apelo à ministra da Juventude e Desportos, ao Secretário de Estado, a quem já neste espaço chamei a atenção sobre a \"trama\" no judo, a criarem as condições para que o presidente eleito exerça o seu mandato. No judo, há potencial olímpico para Tóquio\'2020.
Já sei que não é de vossas Excelências responsabilizar as pessoas que há anos inviabilizam esta modalidade. Ao COA, apelo que olhe o desporto e deixe-se de compadrios!

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