Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Um balano anunciado

02 de Setembro, 2016
Os Palancas Negras fecham este final de semana um ciclo outra vez desastroso. Pela segunda vez consecutiva a equipa nacional vai estar afastado da maior competição futebolística do continente. É altura de um balanço, um exercício aliás que já foi sendo feito. Uma única palavra seria capaz de resumir a trajectória da formação nacional no consulado de Pedro Neto: fracasso.
E na base desse fracasso, quanto a mim, está à procissão de decisões equivocadas tomadas pela direcção da Federação Angolana de Futebol. Primeiro a saída do treinador numa altura em que os Palancas Negras lideravam o grupo.
Segundo a impossibilidade de garantir presença na selecção dos melhores jogadores, como Djalma Campos, por situações que configuram uma verdadeira anedota, tais como incapacidade da Federação Angolana de Futebol de pagar um bilhete na classe executiva para um jogador actua na Turquia.
Colocamos de parte aquela novela que envergonhou todo o país, no jogo frente ao Burkina Faso, sem quaisquer consequências. Numa só palavra, a gestão da FAF neste consulado de Pedro Neto foi um fracasso, não diríamos total mais próximo disso.

Postos isso, consideramos que é necessário recomeçar, cujo primeiro passo está na substituição da actual direcção, por uma que se comprometa de facto em reestruturar a filosofia de trabalho da Federação Angolana de Futebol.

A seguir é importante encontrar-se patrocinadores, além dos tradicionais para “alimentar” os escalões de formação, assim como jogos particulares da principal equipa nacional.

No capítulo competitivo, considero que o primeiro passo assenta na definição dos objectivos e da filosofia de trabalho e de jogo pretendido pelas nossas selecções, trabalho este que deve ser executado já com um director técnico, que pode não ser nacional. Se dependesse de mim, a minha preferência iria sem dúvida voltada para Sérvia ou outro país próximo. Depois um treinador nacional, que iria orientar não apenas os Palancas Negras mais coordenador todo o futebol, sistematizado a filosofia de trabalho, assim como conferindo uma identidade ao futebol das selecções nacionais. Na prática, estaria a materializar as ideias desenhadas pelo director técnico.

Resolvidas estas questões, estaríamos aptos para competir, e nesta fase o que se exige é paciência para se alcançar bons resultados, e depois na esperar por um fracasso completo para se renovar as equipas.

Portanto, tudo já está inventado, é uma questão de copiarmos, e fazê-lo bem. De outro modo, poderemos eternamente continuar a ter estes balanços negativos, e sazonalmente podemos fazer um resultado positivo.

Por detrás de um sucesso está trabalho aturado, sistematizado e forjado num ambiente de abertura para com os outros membros que constituem a direcção.
Teixeira Cândido

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