Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Um caso de Polcia

03 de Maio, 2016
Ainda que o presidente do Conselho Central de Árbitros de Futebol de Angola (CCAFA), Muluta Prata, minimize as ofensas dirigidas ao árbitro Pedro dos Santos pelo presidente do Recreativo do Libolo, Rui Campos, os associados da modalidade rainha e não só, continuam à espera de uma retratação pública do homem que dirige a agremiação de Calulo, em relação às ofensas verbais que dirigiu contra o juiz depois do empate (1-1) da sua equipa, em Calulo, frente ao Benfica de Luanda, para a 7ª jornada do Girabola-Zap.

O Conselho Central de Árbitros, nesta fase do Girabola - Zap, noves fora o esforço que está a desenvolver para que as coisas saiam a preceito, tem a obrigação moral de pronunciar-se sobre as declarações do presidente do Recreativo do Libolo, Rui Campos, quando afirmou que “esses árbitros são um gangue”.

Não por tratar-se de um assunto do fórum judicial, em que os acusadores não conseguem provar os seus juízos, mas é necessário que as pessoas de direito criem condições no sentido de se evitar que os desportistas angolanos, no caso do futebol continuem a deparar com arbitragens que possam alcançar a dimensão escandalosa, em prejuízo de qualquer equipa e que coloquem em causa o “fair play” e a verdade desportiva.

Não é o caso do jogo em referência. A acusação de Rui Campos que é reincidente contra Pedro dos Santos, deve ser alvo de um estudo aturado por quem de direito. Assim, evita-se de forma consciente ou inconsciente que as arbitragens venham a ser apontadas como tendo influência no que concerne ao campeão ou nas equipas que venham a ser despromovidas. A onda de desconfiança que de forma antecipada se apodera de alguns “artistas da bola”, deve ser contornada, pois é do conhecimento geral que Angola possui árbitros de bom nível intelectual, que permite interpretar com destreza as leis de jogo.

Outrossim, fica difícil compreender como é que Rui Campos veio a público tecer tais declarações, quando de acordo com informações por confirmar, em campeonatos anteriores o grémio de Calulo beneficiou em quantidades fora do normal de algumas arbitragens, “ (porquê que arquivaram o caso Mosquito). É que esse tipo de declarações de Rui Campos não apenas contra Pedro dos Santos, mas também contra outros homens do apito, já se vão constituindo hábito. Os árbitros enquanto humanos também cometem falhas.

A falha mais grave é quando apontam-se erros ou falhas sem se conseguir justificar. Nos dias que correm, está em voga acusar-se sem provar. Para além de se acusar de forma barata e leviana, como por exemplo, o fulano não fura pneus de viaturas, mas informa a polícia, é também um erro grave, também um caso de polícia, que deve merecer o devido tratamento das autoridades afins.

Não vão os clubes que durante a época fazem das tripas coração para aguentarem o curso da competição, com as dificuldades financeiras que se conhece, verem o seu esforço cair pelo ralo em função das falhas dos árbitros. Maior rigor no trabalho é o que se espera da postura dos árbitros. Também se exige mais rigor e transparência no trabalho dos dirigentes.
Leonel Libório

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