Jornal dos Desportos

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Opinio

Um Escudo Real para ultrapassar!

03 de Agosto, 2019
A Selecção Nacional de futebol honras joga hoje uma cartada decisiva diante da similar da e-Swatini (ex-Swazilândia), no Estádio dos Coqueiros, depois do empate a um tento alcançado na primeira “mão” em Manzini. Os Palancas Negras têm, assim, a premente necessidade de vencer o “Sihlangu Semnikati” (Escudo Real, em português), para assegurar, deste modo, o passe para última eliminatória de acesso ao CHAN.
Apesar do empate que o adversário lhe impôs domingo último, hoje, na condição de anfitriã, Angola tem tudo a sua mercê para chegar à vitória e deste modo carimbar, então, o passaporte para a derradeira eliminatória, onde pode cruzar com o Botswana ou a Zâmbia. A selecção da e-Swatini está ao pleno alcance dos angolanos. Para tal, a equipa orientada por José Silvestre “Pelé” tem que se mostrar bastante compacta a nível dos três sectores e, acima de tudo, aproveitar da melhor maneira possível a sua condição de anfitriã no jogo marcado para hoje, às 20H00\'. É verdade que a antiga Swazilândia não se afigura como um adversário fácil, sobretudo pelo boa postura que evidenciou no seu reduto, mas ainda assim é ponto assente que, com maior ou menor dificuldade, Angola pode superá-la. Ademais o histórico de jogos entre si dá clara vantagem aos angolanos, que esta noite vão procurar, mais uma vez, provar o seu estatuto de favoritos. É importante lembrar que em doze jogos que disputaram, incluindo o de domingo último em Manzini, a Selecção Nacional somou sete vitórias, quatro empates e uma única derrota. Entre as vitórias obtidas pelos Palancas Negras nos confrontos com o “Sihlangu Semnikati” da e-Swatini, o destaque recai para a que aconteceu no ano de 2000, no Estádio Nacional da Cidadela, em que superaram o adversário por expressivos 7-1. Foi um jogo selectivo para a segunda “mão” das eliminatórias de acesso ao Campeonato do Mundo de 2002, que foi co-organizado pelo Japão e Coreia do Sul, e em que Angola provou a sua supremacia sobre o combinado nacional da antiga Swazilândia. E hoje na esperança de se qualificar para a próxima eliminatória , o desejo de vencer será, para os jogadores, como se de pão para a boca se tratasse. Até um empate serve para o conjunto, mas desde que seja sem golos. Um triunfo pode, todavia, reaproximar os Palancas Negras com o seu público, depois do fracasso na Taça de África das Nações. Portanto, é um duelo de carácter crucial para os objectivos de Angola, que em 2011 foi vice-campeã desta prova continental reservada apenas a jogadores que evoluem nas competições internas dos respectivos países. Por isso, é legítimo esperar que os angolanos usem todos trunfos ao seu dispor para travar o ímpeto dos jogadores da e-Swantini, que, obviamente, deslocam-se à Luanda com claro propósito de também fazer uma gracinha, na perspectiva de estorvar os intentos do adversário. Mas, dado o facto de os Palancas Negras jogarem em casa e contarem com apoio dos seus adeptos, é pouco provável que entreguem de bandeja a qualificação a outra fase para a turma do “Escudo Real”. Seriam um descalabro. Acredito, piamente, que depois da desilusão que criou aos seus adeptos no Campeonato Africano das Nações (CAN), que decorreu no Egipto entre Junho e Julho últimos e que foi ganho pela Argélia, a Selecção Nacional busca excelência nessa corrida ao CHAN de 2020, nos Camarões. Por isso, seria fundamental vencer a congénere da e-Swatini esta noite. O seleccionador nacional José Silvestre “Pelé” e pupilos têm consciência da árdua missão que lhes reserva o duelo diante do “Sihlangu Semnikati” da ex-Swazilândia, razão mais do que suficiente para não concederem quaisquer facilidades ao adversário. De resto, é ponto assente que o “factor-casa” há-de ser determinante, para os objectivos dos Palancas Negras neste jogo da corrida ao CHAN dos Camarões. Aliás, outra coisa não podia esperar da equipa nacional que na semana finda subiu mais um degrau no “ranking” da Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), ao passar da 123ª posição para 122ª. Entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palop), Cabo Verde tem a melhor posição no 76º lugar, seguido de Moçambique, Angola e Guiné-Bissau, todos muito próximos entre si, no 116º, 122º e 123º lugares, respectivamente, enquanto São Tomé e Príncipe é 185º. A julgar pelos “ene” factores conjecturados, a Selecção Nacional tem todas as condições, para fazer hoje da excelência uma divisa sobre a similar da e-Swatini. Isso pressupõe a conquista de um bom resultado e que coloque o combinado angolano na próxima fase dessa corrida ao CHAN 2020. A ver vamos!!!...
Sérgio. V. Dias

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