Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Um regresso depois de quase dez anos

21 de Março, 2019
Volvidos quase dez anos, volto a assumir uma missão como enviado especial do Jornal dos Desportos, título para o qual escrevo desde o ano de 1997, e que nesse momento assumo o cargo de editor, depois de já ter sido sub-editor e correspondente provincial. É, na verdade, com tamanho regozijo que volto ao exterior, para “expedir” alguns textos para este jornal e sobretudo por este facto ocorrer, curiosamente, num momento em que os nossos Palancas Negras jogam mais uma cartada decisiva do seu percurso.
Em Outubro de 2009, quando me desloquei a Portugal e tive o grato prazer de acompanhar a preparação dos nossos Palancas, na altura treinados pelo técnico luso Manuel José, e qunado se projectava a Taça Africana Nações, que o país albergou nas cidades de Luanda, Cabinda, Benguela e da Huíla, procurei fazer uma cobertura que fosse ao encontro aos objectivos para os quais eu estava mandatado. Aliás, exigente como era na altura o PCA José Ribeiro, de quem guardo muito boas referências, não tinha como não o fazer, porque no final das contas haveria uma avaliação do trabalho desencadeado durante os sete dias de missão. Mesmo estando na altura nas vestes de director da Edições Novembro, em Malanje, acabei por receber o voto de confiança de José Ribeiro, para cobrir a etapa final da preparação dos Palancas, que em Janeiro seguinte entravam para o CAN, como anfitriões da festa.
Ao longo destes 24 anos de convívio com os títulos deste órgão e, particularmente, a partir de Março de 2004, quando fui indigitado, pela primeira vez, como enviado especial do JD, na altura para cobrir, um jogo em Rabat, entre o Marrocos e Angola, que infelizmente se saldou numa derrota para os então pupilos de Oliveira Gonçalves e que estorvou, assim, os intentos dos nossos Palanquinhas, na versão Sub-23, chegarem às Olimpíadas de Atenas, tentei sempre não comprometer o trabalho.
E hoje neste palco em que me encontro, a belíssima cidade de Francistown,a 400 quilómetros de Gaberone, capital do Botswana, espero não testemunhar mais um deslize do nosso futebol, mas sim uma vitória dos nossos Palancas, agora às ordens de sérvio Srdjan Vasiljevic, que podem acordar depois de amanhã já com a qualificação para o Egipto consolidada. Pelo menos é isso o que espero, tal como foi a pouco mais de 13 anos, quando em Kigali testemunhei a dupla qualificação de Angola para o Mundial e CAN de 2006, que tiveram como palcos a Alemanha e Egipto, respectivamente. Porém, nesse momento a terra das majestosas pirâmides volta a estar na rota dos angolanos. Para isso, os nossos compatriotas têm de suar a camisola e vergar amanhã, aqui, no Estádio Francistown, as Zebras tswanesas. É, na verdade, uma missão um tanto quanto espinhosa, mas que não se afigura como impossível para os nossos bravos rapazes. E o Egipto fica já na próxima esquina… Sérgio V. Dias


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