Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Um toque ao Capito

24 de Outubro, 2017
A expectativa da família desportiva angolana em torno da nomeação de Carlos Almeida para o exercício da função de Secretário de Estado para o Desporto é grande. É nâo só pela obra que tem pela frente, mas pelo facto do \"Capitão\", como é carinhosamente tratado, pelo facto de ter capitaneado a selecção nacional de basquetebol, é um homem com competências firmadas, pelo menos, como concretizador das directrizes dos treinadores e condução de grupo.
Enquanto deputado à Assembleia Nacional, justamente no mandato que aprovou a legislação desportiva em vigor, é de esperar que o Secretário conheça os dossiers e normas que regem a casa, onde, agora, é inquilino. Daí , fazerem-se justificadas às expectativas dos desportistas.
Do Presidente da República, João Lourenço, já foram anunciados itens que permitem perceber que Carlos Almeida e todo o pelouro do desporto acabam de ganhar um parceiro com ideias e pré-disposição para apoiar.
Posto isso, embora pareça desnecessário, vou dirigir-me ao \"Capitão\" para \"dar um toque\" sobre assuntos preocupantes que requerem soluções, vindas do gabinete que ocupa alí, no largo dos ministérios.
Desde já, era bom que, para todos os agentes desportivos do país tenham uma posição do vosso secretariado sobre o que temos visto, no que toca à renovação de mandatos. Nalguns casos, como o judo, a coisa roça à vergonha. Comité Olímpico Angolano e responsáveis governamentais e federativos, inclinados a tomar parte de uma tramóia em que não se sabe, ao certo, quem é quem.
Os actores desta tramóia, ao arrepio da legislação em vigor no país, convocam assembleias, realizam competições, tudo sob olhar permissivo do vosso gabinete. Os frutos disto estão à vista. Luanda tem duas Associações, cada uma fez -se eleger a seu tempo, qual zona sem administração do Estado.
Ainda oiço, já em forma de eco devido ao tempo, da maior aposta nas modalidades individuais.
Sobre infra-estruturas, o que se vê e fala, não é de aplaudir. Algumas como a Casa do Desportista de Luanda deixaram de existir, embora, sejam ainda necessárias.
Os campos de futebol, enquanto aguardávamos pelo anúncio de uma segunda fase das obras, em que lhes seriam colocadas as pistas para o \"individual\" atletismo, afinal a segunda fase consubstancia-se no abandono e degradação. Não falamos do olimpáfrica, dos pavilhões e outros. E, aquela vila olímpica em Benguela, é como?
As Federações ditas \"legais\", nem com o facto de o serem, conseguem ver as partes financeiras que lhe são devidas? Muitas vêm a público revelar que acolheram eventos internacionais, sem qualquer comparticipação financeira do Estado.
Há o alvo, em termos de número de desportistas para a olimpíada, cuja materialização está relacionada com a satisfação de muitos destes quesitos. Vou ficar por aqui!
SILVA CACUTI

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