Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Unio Win-Win entre empresas e instituies desportivas

09 de Outubro, 2017
Quero a princípio, deixar bem claro, que para haver união recíproca entre duas entidades ligadas ao ramo do negócio, é necessário que se crie uma relação de valor com ganhos de parte a parte (o também conhecido na língua mais comercial do mundo, a inglesa no caso, como Win-Win) sendo que o valor do Win-Win tem que ser facilmente percebido e tem que transitar harmoniosamente de um lado para o outro, como se de um casamento perfeito se tratasse, em que o marketing é a identidade, o conceito e a carta de intenções, que vai criar, legitimar e regular a relação.
Lá venho eu novamente a colocar o marketing, no “altar”. Será que o marketing vale tudo isso e mais alguma coisa a julgar pelo facto de todas as segundas - feiras, merecer uma atenção diferenciada neste espaço, no que a sua abordagem diz respeito?
A MAKA É QUE O MARKETING É UM RECURSO CADA VEZ MAIS OMNIPRESENTE NO MUNDO DOS NEGÓCIOS.
Além de ser uma alternativa de divulgação muito eficaz, ele se mostra bastante lucrativo principalmente para ambos os lados, na temática em abordagem no artigo de hoje, que é o caso, de empresas e entidades desportivas.
O facto é que o desporto mexe com algo sonhado por todo profissional de marketing: a emoção.
Quando uma empresa decide investir nessa estratégia, ela quer passar justamente a mensagem de que ao adquirir o produto ou serviço oferecido, o consumidor terá sensações parecidas às que são proporcionadas pelo desporto.
E aí que tem de entrar em acção o marketing desportivo com a principal função de gerar oportunidades de negócio para empresas que investem no mundo dos desportos.
Ou seja, criar acções e estratégias, e uni-las a desportistas, clubes, campeonatos, entre outros.Hoje por hoje, os consumidores se preocupam muito mais com a experiência que terão ao adquirir um produto ou serviço. Isso quer dizer que apenas demonstrar os benefícios dele já não basta, é preciso oferecer algo mais, encantá-lo de alguma forma.
E o marketing desportivo tem como propósito enaltecer e reforçar ainda mais as sensações únicas trazidas pela paixão à modalidade favorita daquele público-alvo que tem ao mesmo tempo ligação, ou um forte apego há uma grande marca das áreas dos negócios.
E nesse quesito, trago a baila o exemplo da Heineken.
Numa das suas últimas activações da referida marca, os marketeers desta multinacional de cervejaria, decidiram levar um grupo de “namoradas” para assistirem a jogos da Champions League (competição tutelada pela entidade desportiva conhecida como UEFA), da qual é uma das patrocinadoras. A ideia era acabar com o mito de que só os homens gostam de futebol.
Qual foi a consequência? Essa acção de marketing bem planejada trouxe enormes ganhos em termos de impacto na mídia para a Heineken.
O vídeo da Heineken foi compartilhado milhares de vezes e virou notícia em diversos portais em todo o planeta!
Enfim, o marketing desportivo é uma grande aposta para as empresas e também para os clubes. Existem inúmeros exemplos que estão aí para comprovar tudo que eu disse até aqui.
A verdade é que quanto maior for o espaço de comunicação de uma entidade desportiva, maior será a sua capacidade de projectar a sua marca, envolver adeptos e reforçar os seus argumentos junto dos seus patrocinadores, garantindo-lhes visibilidade e engagement.
E existindo maior capacidade de envolver adeptos, e patrocinadores, mais dinheiro entra para fazer a gestão desportiva propriamente dita.
Um vazio enorme que sentimos aqui na “nguimbi” a julgar pelo relacionamento entre empresas e entidades desportivas que deveria ser ambivalente, onde uns necessitam de outros para crescer, mas o que se vê é um quase permanente sentimento de desconfiança por parte das empresas alegando que os custos financeiros não se ajustam ao risco que a operação confere, enquanto as entidades desportivas (com raríssimas excepções a regra) vão “ingenuamente” se colocando pontos de interrogação para justificarem as solicitações de parceria.
Só mesmo um “veneno”, mas daqueles que cura, para permitir que demos o tão desejado salto, neste quesito!

*Gestor Executivo do Fórum
Marketing Desportivo

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