Jornal dos Desportos

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Opinio

V, em paz, Maneda!

31 de Dezembro, 2018
A intenção do presidente da Federação de Basquetebol Angolano (FAB), Hélder Cruz \"Maneda\", de deixar o cargo, por conta das críticas da imprensa, é por um lado risível, por outro, é uma manifesta ignorância da dimensão da modalidade.
A FAB não é nenhum convento e o basquetebol, masculino em particular, tem responsabilidades que exigem, de todos os angolanos, uma atenção especial. Bater na mesa, se for necessário. Exigir silêncio à imprensa, porque de outro modo, o presidente ameaça deixar o cargo, é brincadeira.
Da minha parte, devíamos oferecer-lhe uma estátua, pelos seus serviços e encontrar outros. Há um sem-número de pessoas, com curriculum, para assumir o cargo de presidente da Federação Angolana de Basquetebol. O importante, é que o Estado não se esqueça, de que as Selecções são de todos, merecem, por isso, condições para representar com dignidade o País.
Nomes para substituir “Maneda” existem aos pontapés. Há, inclusive, nomes que de modo ingrato o basquetebol maltrata e tem maltratado. Jean Jacques e Tony Sofrimento mereciam outro tratamento. Outra consideração. Jean Jacques, por tudo que representa para o basquetebol angolano e africano. É, simplesmente, o Jean Jacques da Conceição. Tony Sofrimento é um senhor executivo, conhece como poucos, os meandros do basquetebol angolano e africano. Qualquer um deles, pode e devia ocupar o cargo de presidente da Federação Angolana de Basquetebol. Deixem de encontrar, apenas, milionários para dirigirem as Federações. As Selecções Nacionais são de todos, merecem, por isso, toda e mais alguma atenção do Estado.
O receio de que as Selecções fiquem à deriva, caso “Maneda” abandone a direcção da Federação Angolana de Basquetebol, é um insulto ao Estado. Estamos em crise, mas acredito que paremos tudo, se não tivermos “Maneda” na FAB. Portanto, “Maneda” que vá. Estamos gratos, pelo dinheiro próprio que gastou. Mas não faça chantagem. Levem Jean Jacques ou Tony Sofrimento para a FAB, o basquetebol há-de agradecer.
Teixeira Cândido

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