Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Vamos Sexta Olimpada

23 de Março, 2015
A selecção nacional, de andebol feminino, vai uma vez mais representar o Continente numa edição dos Jogos Olímpicos, como resultado da vitória alcançada no Torneio Pré-Olímpico, que o nosso país organizou. A vitória diante da Tunísia (26-23), no sábado , na terceira e última jornada do torneio, confirmou a presença do “Sete” Nacional nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Vai ser a sexta vez, que a Selecção Nacional representa o Continente na maior competição multi-desportiva mundial. Antes, esteve nas edições de Atlanta1996, Sidney2000, Atenas2004, Pequim2008 e Londres2012. Estar nos Jogos Olímpicos é a maior ambição de qualquer atleta. E as atletas merecem estar nos Jogos do Rio de Janeiro, por tudo o que fizerem nos três jogos.

Para atingir o desiderato não foi nada fácil. Pode-se mesmo agradecer à bendita chuva que caiu na noite de sábado, numa altura em que se registava um empate a 17 golos. A vitória, o consequente apuramento para o Rio/2016, foram abençoados por São Pedro. Angola perdia ao intervalo pela diferença de dois golos (10-12). Na segunda parte entrou mais determinada e encetou a recuperação na qual todos os angolanos acreditavam.

Numa fracção de segundos, as nossas Pérolas conseguiram anular a desvantagem e chegaram ao empate, quando estavam decorridos 43 minutos (17-17), no preciso momento em que a equipa de arbitragem decidiu interromper o jogo, em consequência da chuva que entrava nas laterais do pavilhão, devido à forte ventania que então se registava. A partida esteve interrompida cerca de 35 minutos.

Durante esse lapso de tempo não se sabia se o “prélio” ia ser retomado ou adiado para o dia seguinte. No final, prevaleceu o bom senso e a partida retomou o seguimento normal. O interregno foi bom para as angolanas e tornou-se um pesadelo para as tunisinas, que viram uma oposição diferente, endiabrada e ainda mais agressiva.

Os remates foram quase todos certeiros, a defesa e o contra-ataque já funcionava em pleno, ao contrário do que acontecera antes e a guarda-redes da Tunísia deixou de ser um estorvo. E os golos apareceram com naturalidade. O domínio foi avassalador, enquanto nas bancadas o comportamento do público era de júbilo pela acção demolidora das nossas pérolas. Do empate (17-17) que se verificava antes do reinício da partida, o combinado nacional chegou aos cinco golos de diferença (25-20) nos últimos minutos da partida. Era o corolário de uma vitória difícil, dramática, que teve a bênção de São Pedro.

O apoio do público foi determinante para a preciosa conquista do nosso andebol e sobretudo, porque conseguimos fazer uma grande festa. O recinto esteve cheio e acompanhou de forma efusiva todos os momentos da prova, em particular o encontro decisivo frente a Tunísia, que acabou por definir o apuramento aos Jogos Olímpicos, num ano em que o País comemora os 40 anos da sua Independência.

Últimas Opinies

  • 19 de Agosto, 2019

    Como causar impacto atravs do marketing?

    De facto, para que se crie um impacto forte e eficaz através do marketing desportivo, é indispensável que os clubes e federações deem atenção ao formato comunicativo a ser utilizado.

    Ler mais »

  • 19 de Agosto, 2019

    Petro escorregou Vasiljevic j era

    O grande Petro já  atemoriza os seus adeptos em poder continuar a fazer travessia no deserto neste seu “hibernar” sem título desde 2009: empatou mesmo depois de o presidente.

    Ler mais »

  • 19 de Agosto, 2019

    Cartas dos Leitores

    Penso, que não há  muitas alterações  em relação aos candidatos, o 1º de Agosto procura o Penta e o Petro luta para quebrar o jejum de 10 anos, sem conquistar o campeonato.

    Ler mais »

  • 19 de Agosto, 2019

    Girabola de todos

    Soltaram-se assobios, no último fim-de-semana. Voltou aos palcos nacionais, o futebol de primeira grandeza. Ou seja, o campeonato nacional da primeira divisão, o nosso Girabola.

    Ler mais »

  • 19 de Agosto, 2019

    O segundo pecado da FAF

    A direcção de Artur Almeida e Silva acaba de cometer o segundo pecado, na gestão dos destinos da Federação Angolana de Futebol(FAF). O primeiro, assenta na desorganização que já a caracteriza.

    Ler mais »

Ver todas »