Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Vamos apoiar o "PRI"

15 de Setembro, 2018
O 1º de Agoto começa, amanhã, a traçar o seu destino nos quartos de final da Liga dos Campeões. Vinte e um ano depois de atingir os quartos de final, da principal prova a nível de clubes, sob a égide da Confederação Africana de Futebol, os tricampeões nacionais defrontam, amanhã, no estádio 11 de Novembro, o TP Mazembe, equipa que já venceu por quatro vezes (1967, 2009, 2010 e 2015) a referida competição.
O 1º de Agosto conseguiu, na competição continental, o resgaste que muitos não esperavam, principlmente depois do descalabro a temporada passada, onde ficou na fase preliminar.
E, temos de reconhecer, fê-lo de forma superior, surpreendendo tudo e todos, até os mais cépticos. Como dizem alguns especialistas, ganhar não só faz bem como alarga os horizontes. E é a pensar num patamar mais alto, que o 1º de Agosto tem de encarar estes primeiros noventa minutos de uma eliminatória, que se antevê bastante dificil.
Eliminar o TP Mazembe da República Democrática do Congo, não será fácil, principalmente pelo ambiente que se sepera, e porque o adversário é um dos colossos do nosso Continente. Os quatro títulos da Liga dos Campeões, que ostenta no seu palmarés, falam por si. Mas vencer amanhã, no 11 de Novembro, é quase uma obrigação para uma equipa angolana de topo e que procura conquistar o seu lugar no Continente.
Ao atingir os quartos de final da Liga dos Campeões, depois de passear toda a sua classe na fase de grupos, onde chegou aos 9 pontos (2V, 3 E, 1D) e o segundo lugar no seu grupo, não pode ser uma equipa qualquer a amedrontar o conjunto do rio seco. Não estou aqui a desvalorizar o valor do TP Mazembe, mas sim a elevar a fasquia do 1º de Agosto, depois de tudo o que fez até aqui. Vencer amanhã a equipa da RDC, de preferência de forma clara, mais do que um passo em direcção as “meias”, será a melhor forma de encarar os derradeiros noventa minutos desta eliminatória, mantendo os níveis de confiança suficientemente altos.
É verdade que a diferença, entre as duas equipas, até por definição, é demasiado curta, para autorizar qualquer tipo de desconcentração. Mas marcar e não sofrer nos jogos disputados em casa e diante do seu público, é uma espécie de fórmula resolvente, para este tipo de competição. Não há equipas perfeitas e o TP Mazembe está longe desta perfeição.
O “PRI” tem noção dos momentos; sabe quando está bem e quando está mal, mas nunca desistiu e tentou sempre ajustar-se. Uma vezes conseguiu; outras não. Foi assim ao longo desta temporada. Soube sempre compensar o eventual cansaço acumulado pela sobrecarga de jogos, numa fase tão crucial da época. A conquista do “TRI” e a presença nos quartos de final da Liga dos Campeões, são o reflexo desta compensação. Para o futebol nacional, ter mais de duas equipas nas competições da CAF é uma forma de afirmação no Continente, mas também um suspiro de alívio, depois do que tem acontecido nos ultimos anos, onde os nossos representantes têm sido arredados de forma prematura.
Isto para dizer, que o 1º de Agosto carrega nas costas um fardo pesado. Mais do que os seus próprios interesses, ao “PRI” também se aguarda uma contribuição generosa, para a elevação do Ranking do País.
O jogo de mais logo é de grande responsabilidade, para os interesses do 1º de Agosto. A vitória é o seu princpal objectivo. Ganhar jogando mal, também pode ser uma questão meritória, porque uma coisa é aparecer um golo caído do céu, para começar a escrever uma história retorcida, outra é ter disponibilidade física e mental para segurar este mesmo golo.
A prioridade do “PRI” é vencer amanhã, se possível por uma diferença de 2/3 golos, de forma a viajar para a RDC mais sossegado. No seio do grupo esta é a convicção. Aliás, não podia ser diferente.
O “PRI” precisa do apoio de todos os angolanos. Que o 11 de Novembro esteja todo engalanado com as cores do “PRI”. É o meu pedido!
Policarpo da Rosa

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