Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Vamos l explorar o marketing desportivo!

12 de Agosto, 2019
Mas por quê, venho insistindo, insistindo no marketing, tal como se vem sucedendo, desde o dia que comecei a colaboração com este jornal neste espaço, que afinal hoje é de todos nós? Notem só a forma como o marketing está presente e integrada na música angolana! Observem como as marcas nacionais (quer sejam ligadas aos Bancos, bebidas, seguros, telecomunicações, grande distribuição, entre outros) e até internacionais apostam nos nossos badalados músicos para suas campanhas e estratégias de marketing e comunicação para atingir de forma mais eficaz e com eficiência o seu público-alvo. Dito isto, pergunto: será que no mercado desportivo, um segmento que “vende” muita visibilidade e notoriedade para as marcas, não deveria no nosso caso haver mais sensibilidade para a importância, de colocar o marketing, como parte integrante da gestão desportiva nacional? No caso de Angola, o marketing integrado ao desporto, pode ser mais desenvolvido, desde que a sua abordagem passe por um diagnóstico, cujas suas recomendações sirvam não para criar um segmento, mas a identificar um segmento atractivo, bem como a não conseguir um lugar no mercado, mas a criar o seu próprio lugar e espaço no mercado. E já que estamos falando de diagnóstico do mercado desportivo, segue a minha modesta contribuição; Pontos fortes - hábitos e costumes da população angolana quanto ao consumo do desporto, dimensão territorial do país (pois as marcas precisam fazer chegar a mensagem ás localidades fora de Luanda e dos grandes centros), espaço publicitário muito concentrado e com a crise o sector empresarial estar mais focado no cliente do que no desempenho do negócio. Pontos fracos - recursos humanos, fraco associativismo sectorial, modelo de gestão amadora e sem transparência, além dos custos do contexto, fraca interactividade com os consumidores.Oportunidades -aumento da oferta de produtos e serviços ajustado ao nível de vida das populações, especialização de produtos e serviços desportivos com foco nas famílias e nos jovens, restyling dos logótipos e rebranding das marcas desportivas, aposta em acções de comunicação e campanhas de proximidade com o público- alvo e parceiros através das plataformas digitais e redes sociais. Ameaças -capacidades de investimento público, concorrência regional, com os países vizinhos da SADC, percepção externa do país, morosidade em mitigar riscos e fragilidades para os investidores. Porém o actual debate em torno do marketing ao serviço do desporto (como marca registada, já é comumente conhecido como marketing desportivo) não se esgota neste artigo.

(*)MENTOR E GESTOR EXECUTIVO DO FÓRUM MARKETING DESPORTIVO
Zongo Fernando dos Santos

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