Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Violncia no desporto

03 de Dezembro, 2014
O desporto na sua essência é uma festa e acima de tudo um fenómeno de adesão massiva, com a virtude de aproximar povos e sensibilidades, muitas vezes alheios aos conflitos que por alguma razão envolvam este e ou aqueloutro. Tem se dito que em actividades desportivas os vencedores devem fazê-lo com respeito e os derrotados assumir o fracasso com dignidade. O desporto nunca foi e espera-se que nunca venha a ser, um mundo propenso à violência.

É evidente que sobrepondo-se a todas as regras desportivas, num belisco ao espírito de fair play, existem aqueles que não olham a meios para provocar desmandos nos recintos de jogo ou nas cercanias destes. “Hooligans”, é um nome, uma palavra ou uma expressão que não soa bem aos ouvidos. Eles têm vindo a sofrer várias repressões no mundo inteiro, não poucas vezes penalizaram as próprias equipas, quando a UEFA ou a FIFA, entenderam agir como correctivo de acções por estes protagonizadas.

Os acontecimentos de domingo em Madrid, que culminaram com a morte selvática de um adepto, deixaram o mundo desportivo em estado de choque. É duro que no desporto, onde os homens encontram alívio do stresse e se pretenda salutar, ocorram mortes, tão só porque uns tantos eufóricos ou desvairados desatam cair para cima de outros com objectos contundentes.

A violência, como prova o próprio percurso da nossa vivência, não resolve problemas. Deviam os adeptos enfurecidos ter a noção de que não é molestar quem defende o emblema contrário, que ganham pontos e ou melhoram as classificações das suas equipas. Em Junho de 2009, na Nigéria, depois da final da Liga dos Campeões, um fanático do Manchester United, consumido por doses industriais de álcool ou droga, não teve pejo em disparar mortalmente contra quatro apoiantes do Barcelona que acabava de arrebatar o troféu.

Episódios do género não enobrecem o desporto. Mancham pelo contrário o seu carácter. Por tudo isso, os incidentes de domingo devem ser severamente condenados. Agredir um adversário ou um juiz de uma partida como consequência do pomo de discórdia pelo resultado de um jogo, é um acto de tamanha gravidade, que os órgãos de justiça não devem minimizar, sob pena de se consentir a arruaça, a violência e a anarquia, num mundo em que só a concórdia e a harmonia constituem palavras de ordem.

Esperemos que esse tipo de comportamento, condenável a todos os títulos, não chegue ao nosso futebol, onde nos últimos tempos têm ocorrido algumas situações condenáveis, sobretudo em jogos de confronto directo entre equipas de maiores referências no campeonato nacional. Digamos não, à violência no desporto.

Últimas Opinies

  • 23 de Março, 2019

    Agora que venha o CAN do Egipto!

    Que venha agora o CAN do Egipto! Sim, que  venha o Campeonato Africano das Nações porque a fase de qualificação ficou já para atrás. 

    Ler mais »

  • 23 de Março, 2019

    Cartas dos Leitores

    Estou aqui para trabalhar. É uma realidade nova para mim. Nunca estive em África.

    Ler mais »

  • 23 de Março, 2019

    Angola est no Egipto

    O país acordou, hoje, na ressaca da explosão festiva resultante da qualificação da selecção nacional de futebol, ao Campeonato Africano das Nações, a disputar-se em Junho e Julho, no Egipto.

    Ler mais »

  • 21 de Março, 2019

    Amanh um "tudo ou nada

    Amanhã é uma espécie de Dia D, para nós, e tal fica a dever-se aos ‘’Palancas Negras’’

    Ler mais »

  • 21 de Março, 2019

    Um regresso depois de quase dez anos

    Volvidos quase dez anos, volto a assumir uma missão como enviado especial do Jornal dos Desportos, título para o qual escrevo desde o ano de 1997, e que nesse momento assumo o cargo de editor, depois de já ter sido sub-editor e correspondente provincial.

    Ler mais »

Ver todas »