Jornal dos Desportos

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Opinio

Viva Angola!

29 de Junho, 2019
O dia de hoje para os angolanos amantes e aficionados do futebol, bem como outros que se identificam com o País e com a Bandeira Nacional, é de suma importância já que, os Palancas Negras, a equipa nacional de futebol, defrontam, às 15H30, o combinado nacional da Mauritânia, desafio pontuável para a segunda jornada do Grupo E da fase preliminar do CAN 2019, que se disputa desde o dia 21 de Junho, no Egipto.
Mesmo não estando lá em maior número, os angolanos procuram, claro está, fazer uma corrente de força, para que a nossa selecção consiga desfeitear este adversário que, na primeira jornada, diante do Mali, baqueou, perdendo por 1-4.
Ao contrário dos Palancas Negras, que na estreia impuseram um rigoroso empate à forte Tunísia, que tentou nos desprezar. Para lá do empate ser um resultado aceitável para nós e para as nossas aspirações, aconselha-se, contudo, muita prudência aos nossos rapazes, para continuarem com os pés bem assentes no chão.
Em nada valerá desprezar a equipa da Mauritânia, por se estarem a estrear na competição e por ter feito, inclusive, parte do nosso grupo na fase de qualificação a grande cimeira do futebol africano. Apesar de ganharmos em Luanda, na primeira mão por 4-1, em casa, no jogo de resposta, tiveram a “ousadia” de nos derrotar por 1-0.
Portanto, que o que aconteceu nos sirva de lição bem apreendida. Em nada valerá desvalorizar o adversário, pensando que o jogo de logo serão favas contadas. Antes pelo contrário, devemos sim, carregar no acelerador e embalarmos, colocando em evidência toda nossa capacidade técnica, táctica, física e de inteligência para lograrmos vencer este jogo, que pode abrir portas para a nossa qualificação à fase seguinte o que de resto, já seria bastante bom para a campanha que fazemos no Egipto.
A evolução dos Palancas Negras no jogo da primeira jornada, diante dos tunisinos, traduziu uma imagem digna. Boa. Principalmente na segunda parte, quando o seleccionador Srdjan Vasiljevic mexeu no xadrez.
A capacidade de resiliência demonstrada deve ser repetida com vigor e forte capacidade mental. Temos recursos e argumentos para puder dobrar a selecção da Mauritânia. Temos valores individuais, que nos oferecem garantias de puder sonhar em irmos mais além e inscrevermos o nosso nome na arena do futebol africano.
Por isso, o jogo de mais logo concentrará o angolano comum na telinha (televisão) na perspectiva de um resultado bom e este passa necessariamente por uma vitória convincente. Felizmente, para nós o futebol é união. A família angolana se sente unida num só objectivo e causa. Só o desporto e o futebol no caso, consegue unir os angolanos todos, despidos dos seus credos religiosos, cores partidárias e outros. A magia do futebol consegue transformar os angolanos numa família verdadeiramente unida.
A vitória da nossa selecção irá significar e traduzir alegria para todos nós. Uma derrota será tristeza igualmente para todos. O que nos move é a força do futebol e a crença de que logo, os nossos rapazes, Djalma Campos, Mateus Galiano, Show, Gelson Dala. Bruno Gaspar, Herenilson, Tony Cabaça, Fred, Massunguna, Bastos e outros integrantes, tudo farão para, no terreno de jogo, traduzirem a ansiedade de um povo e de uma Nação, em alegria, vencendo o seu adversário.
No caso de uma vitória, o combinado nacional aumenta a zona de pasto e somaria quatro pontos, que podem ser uma cifra boa para a qualificação que se espera para a fase seguinte já que, no confronto entre Tunísia e Mali, espera-se que os tunisinos se redimam do empate consentido (?) diante dos angolanos.
Por isso, unamos as nossas mãos e façamos uma corrente positiva pelos Palancas Negras. Mesmo sabendo dos mil e um problemas que enfrentaram na fase de qualificação; mesmo sabendo que não fizeram pelo menos três jogos de controlo, que nos poderiam conferir maior competitividade; mesmo sabendo que temos alguns jogadores chaves, como Geraldo e Gelson Dala, algo limitados (lesionados), mesmo que hajam outros quês, vamos puxar pela nossa selecção para que ganhe logo e possamos gritar bem alto: Viva Angola!
Morais Canâmua

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