Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Viva o "fair play"

11 de Setembro, 2015
Tal emoção justifica-se, pelo facto de estarem envolvidas os dois principais rivais do futebol nacional, aliado ao facto de na classificação geral, se encontrarem separados por onze pontos, nas 3ª e 7ª posições, com 42 e 31 pontos, respectivamente, com primazia para a formação que possui Gelson, Manucho Diniz, Ary Papel e companhia, no plantel militar.

Não restam dúvidas que se está diante de um confronto que oferece a possibilidade de as duas equipas encetarem a recuperação com vista a reduzirem, ou quanto mais, manterem a desvantagem em relação ao líder, Recreativo do Libolo, que a entrada da jornada em questão, totaliza 51 pontos, e que começa a “descolar” em direcção a reconquista do título.

Em função da realização do confronto em questão, que por acontecer numa fase em que o campeonato começa a “aquecer”, prevê-se um fluxo fora do normal a nova catedral do futebol nacional (porque não na Cidadela, que guarda as maiores e mais belas recordações sobre o maior derby do futebol nacional), de adeptos, não só dos dois conjuntos, como também de outros clubes, ávidos em observarem ao vivo, momentos de bom futebol.

É certo que não estarão em confronto, as estrelas dos dois conjuntos que nos anos oitenta arrastavam mais do que cinquenta mil espectadores a “velha” catedral do futebol (Cidadela), como Jesus, Lufemba, Abel, Tó-Zé, Quim Sebas, Santo António, Paulão, Nejó, N’Sumbo, Lito, Saavedra e outros (Petro de Luanda) e Napoleão, N’Dunguidi, Lourenço, Manico, Vieira Dias, Tandu e Agostinho (1º de Agosto).
Esta época estão em lados opostos, entre outros, atletas das duas formações nacionais que fornecem mais jogadores aos Palancas Negras, como Tony Cabaça, Mingo Bill, Gelson, Ary Papel, Mateus Galiano, Manucho Diniz (1º de Agosto) e Gerson, Job, Miguel, Flávio, Chara e Mabiná (Petro de Luanda), também eles possuidores de argumentos para protagonizarem um espectáculo de qualidade aceitável.

Não obstante, as direcções dos dois clubes desenvolverem esforços no sentido de que no plano organizacional e competitivo, as coisas decorram sem sobressaltos, ao exaltarem os sentimentos do “fair play” e da verdade desportiva, é necessário que os apoiantes dos dois conjuntos e não só, promovam a contenção dos ânimos e a prudência, antes, durante e depois de o espectáculo terminar, tanto no estádio como nas áreas circundantes.

Como é sabido, em função do que o desenvolvimento das Novas Tecnologias de Informação (NTI) permitem, nos tempos mais recentes, tem-se observado em vários recintos desportivos nacionais e estrangeiros, com predominância para os de futebol, a fúria desmedida de alguns adeptos que se rebelam contra os treinadores, dirigentes, atletas e equipas de arbitragem que, quando não satisfeitos com alguns resultados, arremessam objectos, alguns dos quais contundentes, para os bancos de suplentes e relvados, assim como soltam ataques verbais de baixo calibre.

Pelo que chegou ao nosso conhecimento, as direcções dos clubes e os chefes dos adeptos dos “militares” e dos “petrolíferos” que constituem duas das maiores claques do país e de África, estão a desenvolver esforços no sentido de os mesmos se pautarem pelo civismo e pela convivência harmoniosa. Nunca é demais recordar que “episódios” tristes entre as claques das duas formações que remontam aos anos oitenta, não devem ser repetidos.

Uma vez que se trata de um encontro de “alto risco”, propício a prática de desacatos e a actos de vandalismo, protagonizado por adeptos que se mostram descontentes com qualquer situação, espera-se que a actuação da equipa de arbitragem se paute pelos princípios da neutralidade, uma vez que a qualidade do futebol, tem a ver com o nível patenteado pela arbitragem.

Fica bonito ver-se os estádios a rebentarem pelas costuras, com os adeptos a exibirem camisolas, bonés, chapéus, cachecóis e outros adornos exaltando as cores dos clubes que apoiam, promovendo o “fair play” e a convivência pacífica na diferença.

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