Jornal dos Desportos

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Opinio

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09 de Setembro, 2019
É consensual que o basquete nacional vive hoje uma crise de talentos. Uma selecção campeã onze vezes enfrenta dificuldades para ter um base. Sabemos não ser possível ter sempre um Miguel Lutonda porém pode-se formar atletas à altura de assumir essa posição, e fazer diferença. O maior problema é que os grandes clubes, 1°de Agosto e o Petro de Luanda, abandonaram a sua tradição: formar bem. E as razões prendem-se com um concurso de situações.
A primeira das quais tem que ver com a febre das contratações. Os grandes clubes decidiram desde algum tempo contratar, contratar e a qualquer preço. Resultou disso não apenas uma inflação do mercado como desincentivou a vontade de se formar. Para tudo isso contribuiu prejudicialmente o Recreativo do Libolo. Este clube legou para o basquetebol nacional um prejuízo incalculável. Não criou é certo a prática mas encontrou e ampliou.A segunda tem que ver com o facto dos clubes colocarem nos escalões de formação ex-atletas sem experiência de treinamento. Esta decisão tem estado a produzir os atletas que o nosso basquete apresenta.
Num jogo transmitem a ideia de que podem ser um futuro Baduna mas no jogo seguinte a pessoa pergunta como é que ele chegou aí. E assim vai sendo o nosso basquetebol, que continua a ser sustentado por frutos do tempo em que formar ainda era importante. Claro que nem tudo é mau. Comparando no entanto com o período em que os clubes dedicavam grande atenção na formação e no casting nos bairros de talentosos, há uma distância de quilómetros.
Portanto, está desestruturação dos principais clubes tem reflexo na qualidade do basquetebol praticado pela selecção.Acresce-se o facto de se trocar de seleccionadores nacionais como de roupa se tratasse.E ao contrário daquela prática de colocar na selecção o treinador que seja campeão nacional, alguém do auto do seu conhecimento decidiu ir buscar um americano que mal nos conhece para orientar o cinco nacional.
Temos em mãos Lazare Adigonou a quem se podia “assediar” para orientar o cinco nacional por ser campeão Nacional, conhece o nosso basquetebol e mais do que tudo é competente e reuni a filosofia do basquetebol Nacional, pois vem do basqueteboluniversitário americano, o tal que inspirou os “arquitectos” da nossa hegemonia. Portanto, a roda foi inventada há muitos anos e a nós cabe agradecer e usá-las apenas. Para isso, o 1º de Agosto devia fazer o mesmo que tem feito no futebol.Contratar treinadores à altura para os escalões de formação. Possui o quanto basta condições de infraestruturas para um trabalho sério. O Petro devia seguir o mesmo exemplo. Assim podemos voltar a respirar daqui a dez ou mesmo vinte anos. De outro modo, não.TEIXEIRA CÂNDIDO


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