Jornal dos Desportos

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Opinio

Zap e Unitel apanhados mais uma vez fora do jogo!

21 de Outubro, 2019
Angola precisa de quadros capazes, corajosos e valentes não só para dar impulso ao marketing desportivo, bem como através desta aliciante ferramenta proporcionar um comprometimento e envolvimento para uma área que exige muita arte, em termos criatividade, imaginação e emoção, e muito “jogo de cintura” em termos de cientificidade, levando em conta a nossa realidade, adaptando-a ou ajustando-a, há uma melhor compreensão dos fenómenos mercadológicos e da complexa dinâmica do mercado.
Isto vem a baila, como fonte de “inspiração, para análise neste artigo, pelo facto, de termos em Angola, eventos desportivos “profissionais”, cujas marcas, consideradas de prestígio, e de peso no contexto empresarial nacional (a julgar que muitas delas dão-se até o luxo de ser chamadas SUPERBRANDS), “emprestarem os seus nomes”, como são os casos do GIRABOLAZAP, e do UNITELBASKET.
A verdade é que há uma percepção pouco clara ou muito vaga, do que essas marcas na realidade valem junto dos adeptos e consumidores do desporto de uma forma geral, nos quesitos: NOTORIEDADE, PROXIMIDADE e AFINIDADE.
Traduzido, de forma simples para o markeetês (assim como existe o politiques e o economês) é que essas marcas não conseguem juntar a fome, com a vontade de comer, a julgar pelos resultados
Um exemplo prático de como, andamos a desaproveitar o “sol” e a desvalorizar a “chuva” (entenda-se, a razão de não se perceber, o porque da quase inexistência do marketing desportivo em Angola) são os campeonatos nacionais sénior masculino de futebol e basquetebol, que tem o “naming” designadamente de GIRABOLA ZAP E UNITELBASKET, marcas cujos produtos e serviços não são ainda visíveis na dimensão desejada, sendo um contra senso, a julgar pelas emoções e paixões que os respectivos jogos proporcionam.
Afinal, se existe um patrocinador que dá nome á prova, mas não se vê nos campos e nos órgãos de difusão massiva uma grande activação das marcas, por meio de produtos e serviços, bem como através de um grande impulsionamento proporcionado pela publicidade, como se vai tirar a maior rentabilidade, visibilidade, notoriedade e por inerência maior satisfação dos consumidores desportivos, para uma modalidade que já granjeou prestígio no continente e “serviu para apresentar Angola ao mundo”, como defendia orgulhosamente há alguns atrás, o “nosso astro” do basquetebol Jean Jeaques da Conceição, referindo-se a participação de Angola, no Campeonato do Mundo de basquetebol sénior masculino, Espanha /86?
Por que razão não se divulga muito mais a modalidade e o seu patrocinador oficial, de uma forma geral, por via da criação de produtos de merchandising, como t-shirts e chapéus, além de se poder criar incentivos, como cartões e pagamentos por via bancária por parte dos adeptos, sócios, simpatizantes e toda a massa associativa desportiva, sorteio nos campos e promoção dos eventos que envolvam as várias franjas da sociedade?
Sem procurar ferir sensibilidades, a ideia que se passa é que temos campeonatos com designação de GIRABOLA ZAP e UNITELBASKET, ao invés de marcas, porque é gritante a inércia no que toca a activação das marcas, quer seja dos clubes bem como do patrocinador oficial.
Felizmente, sempre fiquei com a ideia de que quando não há uma boa, para não falar em excelente, estrutura de marketing desportivo, significa que não se consegue criar vários serviços e produtos para satisfazer os consumidores desportivos de forma sustentada, e não se consegue também catalisar novos investimentos, empregos e mais importante, nunca se agrega valor as marcas envolvidas!
O bom marketing como ciência e arte têm um aspecto importante, que é o de gerir recursos disponíveis, não permitindo porém que os recursos limitem as decisões, mas fazer com que as decisões façam os recursos quer seja humanos, de infra-estruturas, a gestão e a consolidação da imagem de uma marca desportiva, como seu real activo nos negócios, cumprir na totalidade aquilo que é assinado nos contractos, como é o caso de quem paga para aparecer, e assim por diante para poder maximizar os respectivos proventos!
Mais, com a actual situação financeira cada vez mais adversa, poderá surgir uma luz no fundo do túnel, dando espaço para se aproveitar e valorizar o marketing desportivo em Angola. Santos fernando dos Santos


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