Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

1. de Maio girabolista

01 de Fevereiro, 2017
Já não vai haver liguilha com apenas uma equipa confirmada, que deixa de constituir dor de cabeça ao elenco federativo que procurava formas de colmatar a ausência do Benfica de Luanda, na maior prova nacional de futebol deste ano.

O facto de só o 1º de Maio de Benguela ter anuído ao convite da Federação Angolana de Futebol para participar na liguilha que ia decidir o substituto do Benfica de Luanda no Girabola, acaba, em última instância, com as dores de cabeça que a organização da competição ia proporcionar ao órgão federativo.

A FAF deixa de preocupar-se com despesas de organização, e pode ver o curso do Girabola de 2017 seguir livremente, sem qualquer névoa a pairar sobre a competição antes do arranque que acontece a 10 deste mês. Sporting de Cabinda, Porcelana do Cuanza Norte, Domant do Bengo, e 4 de Abril do Cuando Cubango puseram os pés assentes no chão, pesaram prós e contras que uma eventual participação acarretava, com mais prejuízos do que ganhos, e resolveram passar ao lado da proposta da FAF que via a disputa de uma competição a uma volta entre todas essas equipas, a forma mais viável para encontrar o substituto do conjunto encarnado, a primeira alternativa para manter o Girabola com o figurino de 16 formações.

As equipas, que disseram não à liguilha, tiveram todas experiências amargas na participação no Girabola. As dificuldades financeiras constituíram o principal empecilho para que atingissem êxitos desportivos, umas despromovidas do Campeonato Nacional, e outras sem possibilidades de lá chegar por via da Segundona, em que não lograram o apuramento.

Todas transportam pendentes com jogadores, e equipa técnica da época passada para a presente, todas têm dívidas acumuladas, e seria despropositado com tudo isso participar numa prova que acarretaria mais gastos para os seus cofres vazios.

O 1º de Maio diz que tem condições para participar numa eventual liguilha, e agora no Girabola, dá garantias financeiras ao órgão federativo de que pode disputar o Girabola sem sobressaltos . A confirmar-se isso, estamos diante de um novo cenário para o clube benguelense, se tivermos em conta que em anos anteriores andou a mendigar por dinheiros para suportar a presença na prova.

De resto, essa garantia financeira devia ser pedida aos demais clubes que vão desfilar a partir do dia 10 no campeonato nacional, dado que a crise financeira afecta o desporto nacional, e a maior parte dos clubes participantes não estão isentos disso, dado que sobrevivem pelos seus próprios meios.

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