Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

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Depois do sorteio do CAN\'2019, efectuado na sexta-feira, no Cairo, como é lógico, os momentos que se seguiram foram de reflexões e considerações sobre os destinos que tiveram os Palancas Negras, inseridos no Grupo E, ao lado das congéneres da Tunísia, Mauritânia e Mali.Não se pode tomar o grupo como fácil, também, não é aquele que se pode tomar como \"grupo da morte\". É claro, que a excepção da Mauritânia, que pode ser encarado como do nosso campeonato, a Tunísia e o Mali são conhecidos pelo seu potencial e palmarés. São adversários de se lhes tirar o chapéu, diga-se.
Ainda assim, não deixam de ser equipas que com menor ou maior dificuldade, Angola pode enfrentar, em igualdade de circunstâncias, caso desenvolva nos próximos tempos um trabalho sério e responsável, com a respectiva inovação do plantel, que deve passar, necessariamente, pela injecção de sangue novo. Podemos dizer, que entre as equipas que estiveram no Pote 4, Angola foi das bafejadas pela sorte.
De resto, pensamos que entre estar no Grupo C, em que estão o Senegal e a Argélia, ou no D, com Marrocos e Costa do Marfim, valeu a pena estar no grupo que lhe foi destinado pelo capricho do sorteio. É certo, que a lógica diz que todos os que chegaram à final, são, à partida, adversários a respeitar. Seja como for, não devemos deixar de reconhecer que existem sempre desequilíbrios de forças.
Em resumo, Angola tem possibilidade de passar da fase de grupos, desde que não se revele dócil e maleável. Se a Tunísia for catalogada como a que manda no grupo, então, há que se travar um corpo -a -corpo com o Mali e a Mauritânia pelo segundo passe. Ainda assim, abre-se a hipótese de se qualificar na condição de um dos quatro terceiros, melhor classificados a irem à repescagem.
É evidente, que os quartos -de -final, agora que a prova tem 24 equipas, e na condição anterior já eram difíceis, passam a ficar mais longe. O pior vexame é não passar da fase grupos. É isto, que vai ser preciso evitar. Na última presença na prova, em 2013, só para lembrar, Angola não passou da fase de grupos, com um saldo de um empate a zero com Marrocos, derrota (2-0) com a África do Sul e derrota (2-1) com Cabo Verde. O que será desta vez?




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