Jornal dos Desportos

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Opinio

beira do CAN

21 de Setembro, 2016
A selecção nacional de futebol de Sub-17 marcou um gigantesco passo, no sábado, rumo ao CAN da categoria, a disputar-se para o ano que vem, em Madagáscar. Com uma vitória de 5-0 sobre a similar das Ilhas Comores, é quase impossível não dizer taxativamente, que o país está de regresso à maior roda do futebol continental jovem.

Mesmo que o futebol seja a caixinha cheia de surpresas, em que tudo pode acontecer, é pouco provável que o seleccionador Simão Languinha e seus pupilos fiquem de fora da prova continental do próximo ano, na região austral de África.

Dezassete anos depois, ou seja, os Palanquinhas na altura estavam sob o comando de Oliveira Gonçalves, no CAN da Guiné Conacry, em 1999, voltam a espreitar a oportunidade de fazerem parte da elite do futebol jovem no continente.

Abre-se uma grande oportunidade para olharmos para o futuro do futebol nacional com olhos de ver, a fim de prepararmos uma selecção que possa ser a garantia, ou o viveiro do futebol nacional, nos próximos 10/15 anos.

Infelizmente, os anos fora da competição continental não permitiram ao país estruturar o nosso futebol jovem, para que pudéssemos hoje ter uma selecção, para augurar por um desempenho glorioso na próxima prova africana. Mesmo com o que demonstrou até aqui, nas eliminatórias, não se espera por uma campanha igual a que teve a selecção Sub-20, em 2001, no CAN da Etiópia.

Como nos referimos recentemente, aqui neste espaço, depois deste longo período de ausência, podia ser na verdade uma retumbante vitória, traduzir a pretensão de chegar ao CAN de Madagáscar numa realidade tangível. Com os 5-0 da primeira mão, estamos muito próximos disso.

Basta aos nossos jovens e talentosos rapazes sustentar o resultado obtido em Luanda. Por aquilo que os ilhéus nos deram a ver, dificilmente vencem a selecção de Sub-17 por números superiores aos que foram "depenados" no Estádio da Glória.

Antecipadamente, podemos dizer que no cômputo das duas mãos, Angola pode levar vantagem nesta eliminatória derradeira, e garantir a tão almejada qualificação. A selecção de sub-17 mostrou ser mais equipa, tanto em termos colectivos como individuais, mas nem por isso, é uma certeza de que vamos a Madagáscar repetir a proeza protagonizada há 15 anos, pela selecção de Sub-20.

Cada passo deva ser dado no seu exacto momento, portanto, chama-se a atenção à Federação Angolana de Futebol para que jogue na antecipação, comece a fazer o trabalho de casa com antecedência, a fim de garantir todas as condições indispensáveis a uma boa preparação (estágio incluído) com vista à iminente presença de Angola no CAN.

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