Jornal dos Desportos

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Opinio

espera de treinador

02 de Maio, 2017
Estamos a menos de dois meses da data agendada para o Afrobasket\'2017, cujo palco continua a ser uma incógnita, depois da desistência à última hora, do Congo Brazzaville, e da indisponibilidade de Angola em acolher o evento, no mês de Agosto.

Com o tempo em contagem regressiva, da parte de Angola espera-se a definição do seleccionador nacional, a quem cabe a responsabilidade de resgatar o título perdido há dois anos, na Tunísia, a favor da congénere da Nigéria, que certamente vai ao palco da competição para repetir a proeza que a coloca como campeã em título.

Sabe-se, que vários nomes estão na \"pole position\", para render Manuel Silva \"Gi\", que teve a missão de qualificar o país para a XXXIX edição da prova. Com o contrato terminado, a direcção da Federação parece apostada em alterar a equipa técnica nacional, pelo que nos próximos dias é o imperativo que pesa sobre os ombros de Hélder Cruz e seus colaboradores, enquanto gestores da FAB.

Cientes de que o tempo não espera por ninguém, e mantém a marcha imparável, deve ser preocupação da Federação resolver a questão da nomeação do seleccionador o quanto antes, de modo a permitir que quem for nomeado não trabalhe sob pressão, e não vê perigar o objectivo definido preculudido, por mero detalhe de ordem administrativa.

Embora o leque de opções seja alargado, é bom saber que a FAB tenha em perspectiva um treinador. Pensamos que os nomes que estão na mesa, qualquer um que for o indicado, dispensa qualquer tipo de apresentação, a julgar pelas credenciais, larga folha de serviço, e para alguns a passagem pela própria Selecção Nacional como técnico principal, ou como adjunto. Alberto de Carvalho \"Ginguba\", José Carlos Guimarães, Lazare Adingono, Ricard Casas e Hugo Lopes são os nomes em análise.

Actualmente, à excepção de Zé Carlos, qualquer dos treinadores estão ao serviço de uma equipa no BIC Basket, e demonstram boa performance competitiva nas suas equipas. Enquanto não chega o grande momento, ou seja, a competição propriamente dita, é altura da direcção da Federação solucionar esta pendência do \"cinco\" nacional, cuja responsabilidade é acrescida da necessidade de recuperar o título. O BIC Basket está no fim, e talvez a FAB esteja a fazer um compasso de espera, para atribuir o cargo à equipa que se sagrar campeã nacional. Embora, seja uma solução, é por outro lado uma perda de tempo que não se recupera.

A empreitada não se afigura fácil, mas espera-se que em Agosto, e não obstante o quilate dos adversários que terá pela frente, Angola seja uma vez mais capaz de mostrar que ainda manda no basquetebol continental. A Selecção Nacional, durante anos, habituou o seu povo às conquistas, sendo esta também uma particularidade que se renova, em cada compromisso com a nação.

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