Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

preciso crena

10 de Junho, 2017
O arranque da caminhada acontece hoje, e os Palancas Negras jogam em terreno alheio debaixo da pressão do público local, que espera ver a sua selecção começar o apuramento vitorioso para completar um ciclo que teve etapas memoráveis como a final perdida em 2013 para a Nigéria, no CAN da África do Sul, e o terceiro lugar obtido na edição transacta em que foi afastada da final através da marcação de grandes penalidades, em consequência saiu da prova sem qualquer derrota.

Este cartão de visita do Burkina Faso, só por si, serve para espelhar o grau de dificuldades que os Palancas Negras podem encontrar esta tarde, em Ouagadougou. No último confronto entre os dois seleccionados, os burkinabes saíram bem na fotografia com um triunfo de 3-0, em pleno Estádio 11 de
Novembro, facto que criou frustrações entre os adeptos angolanos, que levou mesmo a um certo distanciamento do público em relação à sua selecção.

Mas isso, é um episódio que já faz parte do passado. Até mesmo as melhores selecções do mundo têm momentos maus, e um passado que até pode ser belo na sua generalidade, e os Palancas Negras têm de viver com tal facto.

O que é preciso é direccionar os olhos para a frente, sempre com um discurso que não abra brechas à existência de dúvidas em relação a tudo o que se quer. Angola entrou na corrida para os Camarões\'2019, com o fito de lutar com os outros integrantes do grupo pelo apuramento, e é isso que vai começar a fazer em \"Ouaga\".

O Burkina Faso é o principal favorito da série em que Angola está inserida, porém, tem de confirmar o favoritismo em todos os jogos dentro das quatro linhas, e depois de soar o apito final do árbitro.

Os Palancas Negras sabem das suas fraquezas, também têm consciência dos pontos fortes que bem aproveitados e utilizados, podem fazer mossa aos \"cavalos\" locais.

Os Palancas Negras devem jogar com cautela, mas sem inibição. Os jogadores representam as cores de um país que acredita neles, não obstante, às várias contrariedades verificadas ao longo da sua programação.

A partir de hoje, os dados estão lançados para os Palancas Negras tentarem o regresso ao convívio das melhores selecções do continente. O Burkina Faso é o primeiro obstáculo, numa operação difícil, mas não impossível de ser vencida.

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