Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

preciso trabalhar

25 de Março, 2019
Depois da euforia que tomou conta de nós nos momentos que se seguiram ao jogo de sexta-feira passada, contra o Botswana, e consequentemente à qualificação ao CAN\'2019, hoje, com os ânimos mais serenados, estamos aqui para de forma desapaixonada, tecer outras considerações a propósito do mesmo jogo e daquilo que foram as suas incidências.
Neste particular, podemos dizer que se o desfecho do jogo e a qualificação foram coisas de nosso agrado, a exibição em si deixou muito a desejar. De resto, num jogo decisivo, em que se esperava por uma actuação mais vistosa, foi nos dado a ver um futebol descaracterizado, quase ao nível do que se vê em jogos de mera diversão entre casados e solteiros.
Talvez, acusando responsabilidade em demasia, em função da importância do jogo, a equipa se tenha perdido em campo, quase sem soluções, como que procurando defender o magro resultado de 1-0, ao lugar de desenvolver acções com alguma propensão ofensiva, em busca de mais um golo que lhe pudesse conferir maior tranquilidade. A equipa jogou de forma defeituosa e feia. Em determinado momento pairou o receio do caldo entornar. Pois, o resultado final de Ouagadougou, com vitória do Burkina Faso, constituía um verdadeira ameaça. Bastava, pois, o Botswana chegar ao empate para a qualificação ficar hipotecada. E faltou pouco. Os twanenses revelavam-se na equipa mais adulta em campo, fustigando com insistência a baliza angolana. Valeu a capacidade defensiva de um senhor chamado Tony Cabaça.
O actual elenco federativo, que acaba de conquistar o seu maior feito competitivo, tem a ingente missão de investir na formação de uma equipa mais capaz e a altura das obrigações de uma fase final da maior cimeira do futebol continental. Este processo poderá, se for o caso, passar por um plano de reestruturação da equipa, com dispensa de algumas unidades, se for o caso, e integração de outras.
A equipa que jogou sexta-feira não oferece garantias, mesmo que tivermos em consideração a ausência de activos como Gelson Dala, Mateus Galiano e Geraldo. Os primeiros dois fora da convocatória e o último por razões que apenas o seleccionador saberá explicar. Trabalho urge, para que possamos chegar ao CAN com uma selecção que infunda alguma confiança.
Chegar a fase final do campeonato e terminar sempre, de forma ingloria, na primeira fase, pois nas sete participações excepção foi Ghana\'2008 e Angola\'2010, é melhor ficar por cá a assobiar, porque configura incapacidade competitiva demasiada, que não glorifica, mas belisca o prestigio do país. Há tempo de corrigir o que esta mal. Vamos trabalhar...

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