Jornal dos Desportos

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Opinio

s trabalho!

08 de Janeiro, 2017
O novo presidente da Federação Angolana de Futebol chega ao cargo numa altura em que a principal modalidade no país e no mundo (de um modo geral) atravessa uma das suas piores fases. Artur de Almeida e Silva não é um novato nas lides do futebol e por ter já estado dentro, conhece os cantos da casa da qual virou agora o seu principal gestor.

O futebol vive um dos momentos mais críticos, para não dizer mesmo o seu pior momento, dos últimos dez anos, pelo que se assume como um grande desafio este que o novo homem forte da FAF tem pela frente.

Os Palancas Negras jogaram cinco edições consecutivas do CAN ( Egipto-2006, Ghana-2008, Angola-2010, Gabão e Guiné-2012 e África do Sul-2013). De repente, como se tudo fosse obra do acaso, a equipa nacional já não é capaz de voltar a pisar o palco da maior cimeira do futebol continental e este ano mais uma vez ficam de fora da maior cimeira do futebol continental.

Das selecções jovens, quase ninguém mais se lembrava delas, antes do feito protagonizado no ano passado pela selecção Sub-17, que logrou o regresso à prova continental 17 anos depois com a qualificação ao CAN do Madagáscar, em Abril próximo. A de Sub-20 disputou pela última vez o CAN da categoria há doze anos, em 2005, e a nível de clubes há muito que as equipas angolanas não tem resultados assinaláveis nas provas africanas.

É nesse nível em que se encontra o futebol, principal modalidade, aquela que mais consome dinheiro do Estado, sem, contudo, dar a compensação devida. Ao longo dos mais de 40 anos de país independente, o rei-futebol teve a honra de brindar o país com um título, em 2001, na categoria de Sub-20, três Taças Cosafa (1999, 2001, 2004) e a presença história , em 2006, no Campeonato do Mundo, disputado na Alemanha.

A presença de um novo presidente é uma oportunidade para se renovar as esperanças de dias melhores. É verdade que as federações são autónomas em quase todas as perspectivas, porém a de futebol vai precisar imenso da colaboração do ministro da Juventude e Desportos, que há poucos meses também à frente da casa (embora já anda por lá muitos anos) deve olhar com outros olhos o futebol mas também exercer uma fiscalização mais rigorosa.

Com as mangas já arregaçadas após a tomada de posse no passado mês de Dezembro, o que se espera do elenco directivo de Artur de Almeida e Silva é apenas trabalho, trabalho e trabalho. E parece que vai ser esta a dinâmica, a julgar pela maneira célere como equacionaram o problema que quase deitou por terra a realização do campeonato nacional de Sub-20, que se vai disputar em Cabinda.

Ao que tudo indica, fez-se ouvir os apelos daqueles que pediram à nova equipa da FAF para "trabalharem mais e falarem menos"!

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