Jornal dos Desportos

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Opinio

A caminho da final

29 de Julho, 2016
A selecção nacional masculina de basquetebol em Sub-18 pode ficar hoje a dois jogos da consagração do título africano da categoria, depois de na última quarta-feira ter colocado fora da competição o campeão em título, Egipto, após vitória por 84-65, em partida dos quartos-de-final.

Hoje, os pupilos de Manuel Silva "Gi" realizam mais uma das partidas decisivas rumo ao título continental, quando defrontar a similar da Costa do Marfim, um adversário ao alcance numa das partidas das meias-finais do campeonato.

Invictos até ao momento, os angolanos estão muito próximos de voltar a fazer história, depois da proeza nos anos 80, numa selecção em que pontificavam nomes como os de Zé Carlos Guimarães, Jean Jacques, José Assis, Agostinho Matamba entre outros.

A selecção nacional tem estado irrepreensível desde a estreia, acumulando vitória atrás de vitória e fazendo a caminhada segura rumo a mais uma conquista. Na quarta-feira diante do principal obstáculo, Angola provou que está em bom momento ao deixar "cair" o "todo-poderoso" Egipto, dando sinal claro dos propósitos que carregam na prova.

Daqui para frente a concentração, a disciplina táctica e os argumentos técnicos dos integrantes do "cinco" nacional têm de vir ao de cima. Desde há dois jogos que se entrou para a chamada fase do "mata-mata", ou seja, quem perder arruma as malas para o regresso à casa. E os angolanos já forçaram duas selecções a deixar a prova contra a vontade.

As responsabilidades do combinado nacional aumentaram bastante por este facto, pelo que se espera um desempenho mais acentuado nos próximos dois jogos que vão ditar o futuro campeão continental, ou seja, o substituto do Egipto.

Os dois próximos adversários têm a mesma ambição, querem igualmente ostentar a coroa de campeão africano, o que obriga a uma redobrada cautela. Ou seja, não pode a vitória frente ao Egipto fazer com que se ignore ou se menospreze nenhum deles.

Tal como já fizemos referência aqui, o seleccionador nacional Manuel Silva "Gi" aquando da saída do país não descartou a possibilidade de lutar pelo título mesmo reconhecendo o peso dos adversários que estariam envolvidos neste campeonato africano de juniores.
Contudo, apesar do poderio de algumas destas equipas Angola tem mostrado que também é uma potência. Aliás, ao nível da Selecção principal detemos a hegemonia do basquetebol em África.

A empreitada final não vai ser um mar de rosas em função do que pretendem igualmente as outras selecções, mas a esperança e a ambição no título deve ser a divisa no seio do "cinco" nacional enquanto estiver a competir. Angola inteira acredita que as nossos jovens compatriotas serão capazes de dignificar as cores nacionais.

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