Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A cem dias do arranque

27 de Abril, 2016
Quando estamos a 100 dias do acender da chama nos Jogos do Rio de Janeiro, marcado para Agosto, o mundo ainda não sabe quem vai oficialmente abrir os jogos no Brasil por causa da grave crise política no país, com o "impeachment" suspenso como um pêndulo sobre a cabeça da actual presidente Dilma Rousseff.

Em condições normais, hoje seria um dia festivo para o olimpismo, dado que começa a contagem decrescente para o maior acontecimento desportivo do ano que arranca no dia de 5 de Agosto, mas o actual momento que o gigante sul-americano vive ofusca, de certo modo, tudo quanto possa acontecer nesta altura no capítulo desportivo, com muitos eventos - teste à mistura, em que novas marcas mundiais chegam a ser estabelecidas, tal como aconteceu com o tiro, na semana passada.

O recente desabamento da ciclo - via e os contornos nele envolvidos, é mais um capítulo que se abriu no que respeita à organização dos jogos, de um tempo à esta parte envoltos em certa polémica.

Contudo, à parte tudo isso, o Comité Olímpico Internacional acredita na grandeza dos Jogos do Rio de Janeiro e faz fé numa organização exemplar que sirva em toda sua plenitude, os ideais olímpicos e a unidade entre os desportistas do mundo inteiro que estarão reunidos na capital carioca, sem diferenças ideológicas ou culturais a separá-los.

Isso mesmo foi reiterado por Tomas Bach, o mais alto mandatário do Comité Olímpico Internacional e por outras figuras de relevo ligadas não só ao organismo internacional, mas também à organização deste jogos, aquando do acender da chama olímpica na cidade grega de Olímpia, considerada o berço do olimpismo, a chama olímpica que por esta altura percorre alguns sítios do mundo antes de chegar à cidade -sede para simbolizar o começo da grande festa.

Mais uma vez, os desportistas angolanos marcam presença neste grande acontecimento, por direito próprio. Ainda sem um número definitivo, dado que o basquetebol e o voleibol de praia ainda lutam pela possibilidade de poderem marcar presença, a natação, o andebol feminino, o remo e o judo são modalidades que asseguraram a qualificação directa por mérito dos atletas nacionais, enquanto o atletismo, dado a universalidade dos jogos, tem sempre um lugar reservado.

Angola vive um período de crise económica, com reflexos também em alguns programadas desportivos que levou aos reajustamentos de tudo o que estava programado para esse ciclo olímpico, mas naturalmente que os objectivos mantêm-se: participar com dignidade e sempre iluminados com o espírito de irmandade e solidariedade.

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