Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A coragem da FAF

24 de Agosto, 2015
A Federação Angolana de Futebol (FAF) deu razão ao Recreativo do Libolo no diferendo que a opunha ao 1º de Agosto, que reclamava o direito de jogar em casa na Taça de Angola, já que o sorteio dos oitavos de final assim havia determinado. No entanto, nessa competição o costume tem regulado essa matéria, mais do que os regulamentos. Ou seja, na altura do sorteio a equipa ausente perde o direito de jogar em casa se o sorteio lhe proporcionar esse direito.

E assim foi. A direcção do 1º de Agosto de maneira negligente não enviou nenhum funcionário seu para o sorteio da Taça de Angola e por conta disso perdeu o direito de jogar em casa, sendo obrigado a jogar em Calulo. O recurso feito ao Conselho Jurisdicional acabou por redundar num esforço em vão, já que esse órgão acabou por manter a decisão do Conselho Técnico da Federação Angolana de Futebol.

Essa decisão corajosa dos órgãos da Federação Angolana de Futebol deve ser aplaudida, porque por detrás delas há muitas lições a tirar. A primeira delas é que de uma vez por todas, os clubes vão passar a valorizar as reuniões da FAF, em particular dos sorteios. Esse acto de negligência da direcção do 1º de Agosto, em particular do seu departamento do futebol, pode custar uma época aos militares. Dito por outras palavras o 1º de Agosto arrisca-se a acabar de mãos vazias se for eliminado na casa do Libolo. Pelo como as coisas andam, tudo indica que no Girabola nada mais irá se alterar no topo da classificação.

A haver responsável nessa confusão, essa deve ser assacada ao departamento do futebol do 1º de Agosto, que tem a obrigação de acompanhar todas as decisões da FAF que possam ter reflexos na vida do clube, positivamente ou negativamente. Mais do que isso, os clubes têm de cumprir com as suas obrigações e não podem apenas reclamar os seus direitos.

Não apenas disputando jogos mas também participando nas suas decisões. Só desse modo se pode falar numa futura Liga de Clubes. É necessário responsabilizar os clubes. E essa decisão da FAF tem essa função pedagógica. Porém, é necessário que essa postura sirva ou seja utilizada noutras circunstâncias, independentemente do nome do clube que esteja em causa. Da próxima vez, seja qual for o resultado que o 1º de Agosto conseguir no jogo dos oitavos de final da Taça de Angola, esta situação vai certamente mobilizar uma outra atitude da direcção do clube militar.

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