Jornal dos Desportos

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Opinio

A corrida ao CAN

06 de Setembro, 2018
Ultrapassadas as dificuldades, que davam conta da possível não integração dos jogadores convocados para a Selecção Nacional de futebol em honras, que evoluem no estrangeiro, na segunda jornada das eliminatórias para o Campeonato Africano das Nações de 2019, nos Camarões, surge agora a “boa nova”, com estes a fazerem já parte dos trabalhos.
Na semana passada, divulgaram-se notícias à volta das dificuldades financeiras por que passa a Federação Angolana de Futebol (FAF) e que perigava, para já, a deslocação dos profissionais ao país, para o jogo deste domingo, com o Botswana, no 11 de Novembro.
Ao que o nosso jornal apurou, a direcção da federação, liderada por Artur de Almeida e Silva, desdobrou-se em “ene” acções para conseguir os dinheiros, que possibilitam o pagamento das despesas inerentes a este duelo do Grupo I da corrida aos Camaões-2019.
E, felizmente, a FAF terá sido bem sucedida nos seus intentos, pois, desde segunda-feira última, confirmaram-se as vindas ao país dos jogadores que evoluem no estrangeiro, para mais esta empreitada dos Palancas Negras numa Taça de África das Nações.
Gelson Dala e Bautu (Rio Aves), Mateus Galiano (Boavista), Fredy (Belenses), Vá e Chico Banza (Leixões), todos esses emblemas de Portugal, assim como Djalma Campos (Alanyaspor da Turquia) e Bastos (Lazio da Itália) integram a lista de profissionais.
Os Palancas Negras, que na ronda inaugural desta corrida ao CAN dos Camarões perderam, por 1-3, frente ao Burkina Faso, em Ouagadougou, são obrigados a vencer domingo o Botswana, pois qualquer outro resultado compromete as suas aspirações.
Porém, o conjunto orientado pelo sérvio Srdan Vasiljevic terá de redobrar os esforços diante das “Zebras” tswaneses, que, na estreia, também baquearam aos pés da Mauritânia, perdendo por 1-0, em Nuaquexote, seu reduto.
Os tswaneses estão ainda ressentidos da derrota consentida em casa e daí, obviamente, vão procurar complicar ao máximo a tarefa dos Palancas Negras que são, assumidamente, candidatos à conquista da vitória, mais a mais, por jogarem em casa.
Mas, como os jogos têm 90 minutos, é imperioso esperar pelo desfecho deste confronto de domingo para, daí, se fazerem as eventuais contas, em relação ao que pode ser a sorte de Angola, nesta caminhada para a grande montra do futebol, com palco nos Camarões.
O combinado angolano, que marcou presença pela primeira vez num CAN em 1996, por sinal disputado na África do Sul e sob orientação malogrado professor Carlos Alhinho, qualificou-se para outras seis edições desta grande montra do futebol continental.
Além da estreia com o luso-caboverdiano, Angola esteve presente em 1998 (no Burkina Faso), 2006 (Egipto), 2008 (Ghana), 2010 (na prova em que o país organizou), 2012 (co-organizada pelo Gabão e Guiné-Equatorial) e, finalmente, em 2013 (África do Sul).
Após a sua estreia em 1996, na África do Sul, Angola falhou as edições dos CAN de 2000 (organizada pelo Ghana e Nigéria) e 2002 (Mali), assim como as de 2015 e 2017, que tiveram como palco a Guiné-Equatorial e Gabão, respectivamente. Por isso, recomenda-se melhor atitude e determinação nesta caminhada para os Camarões-2019. Todos os angolanos estão expectantes.

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