Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

espera de um milagre

14 de Outubro, 2014
Algum cepticismo apoderou-se da maioria dos cidadãos nacionais, que por intermédio de alguns órgãos de comunicação social nas conversas do quotidiano, colocam os Palancas Negras num pedestal abaixo, como se estivessem já arredados da fase final do Campeonato Africano das Nações (CAN), que como é do conhecimento geral vai ter como palco o Reino de Marrocos.Tudo isso, devido aos resultados negativos e das exibições menos conseguidas com às representações nacionais do Gabão por 1-0, do Burkina Faso por 0-3 e do Lesoto por 1-1, cuja selecção os angolanos voltam a defrontar amanhã, em Luanda, para a quarta jornada do grupo C, da fase preliminar da aludida competição.

É natural e lógico que constitui um desejo querer que a selecção angolana vença o jogo de amanhã, assim como os subsequentes, designadamente com os gaboneses em Luanda e com burkinabes em Ouagadougou, e clamem aos “deuses” para que uma das formações líderes (1ª ou 2ª), conheça um tropeção. É justo reconhecer que para além de ser um objectivo possível de atingir, não vai ser tarefa fácil. Não vamos aqui debruçar-nos sobre a desorganização que impera nos serviços administrativos da Federação Angolana de Futebol (FAF), com incidências negativas na Selecção Nacional, que passam pela não colocação à disposição do corpo técnico de determinados jogadores, depois de se terem comprometido em fazê-lo, com lesões e indisponibilidade de uns e de indisciplina de outros, em prestarem o seu contributo ao “onze” nacional.

Os “Crocodilos” do Lesoto, que também perseguem a qualificação para a fase final, não vão entregar o “ouro” numa bandeja, de forma fácil. A selecção do Lesoto conhecedora dos problemas administrativos por que a sua congénere angolana passa, vai contar com suas principais referências que actuam preferencialmente no principal campeonato sul africano e na III liga inglesa. Daí querer demonstrar que a sua presença na competição não acontece por acaso e que também possui valor. A selecção do Lesoto, reconheça-se, tem demonstrado uma franca evolução no aspecto competitivo e desportivo.

Estamos conscientes que apesar dos contratempos surgidos em “cima da hora”, o técnico Romeu Filemon e seus coadjutores vão saber como esquematizar a equipa nacional. Os Palancas Negras não devem descurar a pressão ao adversário em posse ou não, do esférico em todo o terreno. Outro aspecto a ser considerado, prende-se com a necessidade de dificultar o jogo dos adversários, a partir das linhas de passe, ao mesmo tempo que devem primar com eficácia e sem pressão, pelas transições rápidas da defesa para o ataque.

A atenção dos centrais em relação aos cruzamentos para a área da baliza, que se prevê continuar a ser confiada a Landu, geralmente provocadores de algum perigo, é outro quesito que deve ser levado em linha de conta.A Selecção Nacional de Angola, cuja produção deve incidir no jogo colectivo, pode tirar vantagem do facto de puder contar com os préstimos de Rubem, que segundo informações deve integrar a formação inicial, pois, é bom a jogar com bola assim como a construir jogadas de ataque.É nesta fase crítica em que os Palancas Negras devem recorrer aos “deuses” para tentarem a qualificação para a fase seguinte, pois têm o apoio de todos, não só dos que se encontram no palco da competição.
LEONEL LIBÓRIO

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