Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

espera do campeo

08 de Fevereiro, 2015
Não obstante a diferença de quatro para um, em termos de títulos conquistados, a favor dos ghanenses, ainda assim o jogo desta noite tem tudo para ser uma final épica, dado os pergaminhos de uma e outra selecção, que merecidamente chegaram à final e agora procuram colocar a cereja no topo do bolo com a conquista do título.

Quer o Ghana quer a Costa do Marfim estão há muito divorciados do título. Os Black Star (Estrelas Negras) não ganham há 32 anos, ou seja, desde 1982, ano em que conquistaram o seu quarto troféu continental, na Líbia, enquanto que os Elefantes só conquistaram uma única vez o campeonato africano, pois fizeram-no dez anos mais tarde em relação ao adversário, isso em 1992, prova disputada então no Senegal. Portanto, estão há 22 anos sem festejar o sabor da consagração.

Para o jogo de logo mais, estes números não fazem a mínima diferença. Com tanta sede e fome de títulos, as duas selecções vão comer relva se for preciso, para desta vez não deixarem escapar a oportunidade que há muito lhes foge.

Depois de o continente acompanhar uma geração de jogadores talentosos de uma e outra selecção ver o título do CAN escapar em várias ocasiões, pois aí está a chance de ambas as partes tornar o sonho uma realidade tangível. Pena é que, apenas uma das duas vai poder fazer a festa no final.
Desta vez, a turma que sobrou da geração de Drogba, pelo lado dos Elefantes, ou da geração de Michael Essien, pelo lado dos Black Star, vai poder dar alegrias há muito esperadas, ao povo costa-marfinense ou ghanense, dependendo de quem sair vencedora na final.

As duas equipas têm futebol empolgante e competitivo, detêm uma força colectiva sólida apoiada no tradicional sistema 4x4x2, além de individualidades que desequilibram. Da parte da Costa do Marfim destacam-se Gervinho, Wilfried Bony, Salomon Kalou, entre outros, liderados pelo sensacional Yayá Touré. Do lado do Ghana, André e Jordan Ayew, Cristhian Atsu, Kwesi Appiah são alguns dos esteios comandados dentro das quatro linhas pelo mágico Asamoah Gyan.

São essas “feras” que logo mais no novo estádio de Bata prometem oferecer um espectáculo à dimensão do que representam estes dois colossos do futebol africano, que disputam a final mais desejada do CAN que hoje corre as cortinas.

Com estes condimentos, é demasiado arriscado fazer qualquer previsão sobre quem vai render a Nigéria no pódio. O melhor é mesmo esperar pelo campeão.

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