Jornal dos Desportos

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Opinio

A etapa decisiva

16 de Junho, 2017
O Girabola Zap voltou ontem às quadras com a abertura ontem, em Calulo, da primeira jornada da segunda volta entre o recreativo do Libolo e Santa Rita de Cássia, sendo que no prosseguimento da mesma jogam hoje Progresso Sambizanga e Petro de Luanda. Entrou-se, a bem dizer, para o turno decisivo, é aquele em que as equipas procuram se revelarem menos permissivas.

No que se refere à luta pelo título, por exemplo, é quase um dado adquirido que vamos ter uma renhida disputa entre os principais candidatos. Aliás, a primeira volta deixou a ver, de alguma forma clara, que quem aspira o título terá de se bater de forma dura e renhida para efeito, pois tal é a determinação das equipas que acreditam nas suas capacidades.

Ao longo da primeira volta assistiu-se a uma interessante disputa pela liderança da prova, sendo que as equipas se revezavam na liderança. Petro de Luanda, 1º de Agosto, Kabuscorp do Palanca e Sagrada Esperança travaram entre si uma salutar disputa, que concorreu de alguma forma ou de outra na graça do torneio.

A garra e a determinação das equipas referenciadas mais não serviu senão para valorizar o próprio campeonato, longe de algumas edições de triste memória, em que às vezes uma única equipa sobrepunha-se às demais. A ponta final foi escaldante, com o Petro a tirar do caminho o 1º de Agosto, equipa para a qual apontavam quase todos os prognósticos.

A etapa que arranca agora tem muito a dizer. A batalha pode ser mais dura, porque ao fogoso quarteto junta-se agora, o Recreativo do Libolo que depois de disputados todos os jogos que tinha em atraso, decorrentes da sua condição de representante na Taça da Confederação, também se encostou ao grupo dos protagonistas.

É evidente que neste intervalo, que separou a primeira da segunda volta, equipas há que aproveitaram rever o seu sistema de jogo, corrigir debilidades e definir estratégias mais eficazes, vai-se lá saber se este exercício dá resultados ou não. Seja como for, não é tanto isso que conta, mas a capacidade de resistir à concorrência, que esperamos voltar a acontecer.

Esta semana as equipas intensificaram a preparação. O 1º de Agosto, por exemplo, não poupa esforços, ensaia esquemas para poder enfrentar o JGM do Huambo, uma equipa que depois de uma primeira volta não bem sucedida, certamente que espera acertar o passo, para ver se consegue afastar para longe o fantasma da despromoção.

Quem fala do 1º de Agosto, fala de outras equipas, não tivessem todas elas um objectivo comum, voltado para a conquista de pontos que acalentam a esperança pelos objectivos definidos. Umas com olhos virados para a conquista do título, outras, na melhoria de classificações da edição passada, outras ainda, simplesmente, na permanência na prova. As coisas vão aquecer para valer.

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