Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

A falta de patins

17 de Junho, 2019
A província da Huíla, que se assume como um viveiro de várias modalidades desportivos no país, como o atletismo, tiro aos pratos, karting, futebol, isto só para citar algumas, enfrenta hoje um verdadeiro dilema, no que diz respeito a massificação do hóquei em patins. A situação arrasta-se há três anos e, por isso, a Associação de Patinagem local solta o grito de socorro aos dirigentes desportivos e empresários.
Falta de tudo um pouco na região para o fomento desta modalidade em que o país se apresenta como uma potência no continente e até mesmo como das nações mais cotadas a nível do mundo, em termos da prática do hóquei em patins. Por essa razão, o presidente da Associação Provincial de Patinagem da Huíla não se coibiu em desabafar ao nosso jornal o momento vacilante por que passa a modalidade nestas paragens.
Hernâni dos Santos fala, sem rodeios, que o decréscimo competitivo no que ao hóquei patins diz respeito é acentuado nas Terras do Cristo Rei e da Mulher Mumuíla. Para o responsável, enquanto a patinagem girar única e simplesmente em torno da Associação local “vai ser muito difícil conferir processos de desenvolvimento”.
De acordo com o líder do organismo que superintende a patinagem na Huíla tudo vem sendo feito para que a modalidade resista as intempéries e se mantenha de pé até que uma mão caridosa se estenda para conceder os tão almejados apoios. E não é fácil a actual conjuntura por que passa o hóquei em terras huilanas, sobretudo numa altura em que persiste a crise reinante da “ainda resistente” baixa do preço do petróleo no mercado internacional. É imperioso que se conjuguem esforços para atenuar a situação vigente.
E isso só será possível se todas as forças activas da urbe unirem-se em torno deste desporto em que Angola é uma potência continental e se configura, também, no leque das equipas mais cotadas da escala mundial. Aliás, não é em vão que o nosso país é um “inquilino regular” da alta-roda do hóquei no mundo. Convenhamos reconhecer isso.
E sobre os patins que (não) temos na Huíla, há muito que se lhe diga. Deve haver uma maior sensibilidade de quem de direito para se debelar o problema e, desse modo, sacudir-se a água-do-capote. O próprio Governo da Província é aqui também chamado para demonstrar a sua sensibilidade. Aliás, o governador Luís Nunes tem se mostrado sensível aos problemas que ocorrem nos diferentes sectores da província e, particularmente, na área do desporto. Isso, para já, afigura-se como um bom presságio para equacionar a “travessia de deserto” por que passa o hóquei em patins local.
Também é bom que se diga que, em véspera da participação da Selecção Nacional de hóquei em patins nos Jogos Mundiais de Barcelona, Espanha, não é de bom tónico que ocorram situações, como as que são descritas aqui em relação a modalidade na Huíla, porquanto isso belisca o bom nome e a imagem do país. Devem conjugar-se esforços e trabalhar no sentido de se devolver a mística que se pretende com o processo de massificação do hóquei nas Terras Altas da Chela. E é preciso acelerar o processo…

Últimas Opinies

  • 20 de Janeiro, 2020

    Deixem a Marximina regressar

    Olhei para o tempo que já passou desde a suspensão da árbitra Marximina Bernardo, acabou penalizada pela Federação Angolana de Futebol (FAF), sobretudo porque, em minha opinião, este órgão hesita em não condescender exagerada decisão que então tomou, quando para “homens do apito” as punições quase que sabem a flores.

    Ler mais »

  • 20 de Janeiro, 2020

    Cartas dos Leitores

    O orçamento não varia muito dos anos anteriores. Podemos dizer que é ligeiramente superior a dois milhões de dólares por ano. Este é o valor que temos consagrado para o Sagrada Esperança.

    Ler mais »

  • 20 de Janeiro, 2020

    Regatas para Tquio

    Marcado por aceso despique, o Campeonato Africano de Vela nas classes 420 e 470, realizado de 13 a 18 do corrente mês na Contra-Costa da Ilha do Cabo, em Luanda, confirmou mais uma qualificação de Angola à maior montra desportiva do globo.

    Ler mais »

  • 18 de Janeiro, 2020

    Welwitschias voltam a dar o ar da sua graa

    Depois da “travessia do deserto” por que passou nos últimos tempos, obrigando a ficar inactiva, a Selecção Nacional de Futebol feminina pode testemunhar um novo ciclo no ano que dá ainda os seus primeiros passos.

    Ler mais »

  • 18 de Janeiro, 2020

    Futebol feminino busca resgate da mstica

    Já houve tempos que o futebol feminino era de facto uma festa cá entre nós, pois inflamava paixões e, de facto arrastava multidões.

    Ler mais »

Ver todas »