Jornal dos Desportos

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Opinio

A festa do futebol

27 de Outubro, 2018
Num ambiente que se espera de grande emoção e expectativa, arranca hoje a 41ª edição do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão. Em cena vão desfilar dezasseis equipas, em representação de onze das dezoito províncias do país, embora paire no ar certa inquietação, pelos atrasos na inscrição de jogadores de alguns destes clubes. Luanda, nas vestes de capital do país, tal como vem sendo de costume, entra, uma vez mais, como a cidade mais representativa da maior prova do futebol em Angola, com um total de seis formações. A competição, que ganhou nos últimos anos o cognome de Girabola Zap, volta a ter o concurso do Atlético Sport Aviação (ASA), que, até à fase da sua histórica descida de divisão, em 2017, era, à par do 1º de Agosto, um dos conjuntos totalista do certame. Este campeonato de 2018/2019 assinala, ainda, o regresso do Uíje e Lunda Sul, que por via do Santa Rita de Cássia e a estreante equipa do Saurimo FC, vão procurar não defraudar. Luanda, como maior praça futebolística, vai desfilar esta época com o 1º de Agosto, campeão em título, Petro de Luanda, vice-campeão, Interclube, Progresso do Sambizanga, Kabuscorp do Palanca e com o ASA. O Cuanza-Sul, tem como representante a turma do Recreativo do Libolo; Benguela a Académica do Lobito; Huíla o Clube Desportivo local; Cabinda o Sporting; Lunda Norte o Sagrada Esperança; Huambo o Recreativo da Caála, e, finalmente, o Moxico com o FC Bravos do Maquis. Todas as equipas, partem para esta edição do Girabola Zap com ambições distintas. Umas direccionadas para o título, como é o caso do Petro e D’Agosto, por sinal as que mais vezes subiram o pódio da competição. O tricolores somam quinze troféus na sua galeria, contra doze do arqui-rival militar. Nesta senda de candidatos pode-se, ainda, juntar o Interclube, 3º classificado da época transacta, e o Kabuscorp, 9º e que, pela voz do seu presidente, Bento Kangamba, assumiu a intenção de voltar ao pódio, depois de erguer o troféu em 2013. No meio deste cenário, há ainda as equipas como o Sagrada Esperança e o Libolo, que podem tentar estorvar os intentos dos candidatos, e outras que têm ambições mais modestas, como a manuteção na fina-flor do futebol. É ponto assente, que este campeonato marca o virar de mais uma página do nosso futebol, pois, ao contrário da época passada que foi disputada em contra-relógio, por força da intenção de se uniformizar com os demais países africanos, nesta edição podemos ter uma prova mais atractiva. Não simplesmente por se ajustar aos demais campeonatos do continente, mas porque, felizmente, no que se refere ao início das futuras edições das Afrotaças, as nossas equipas já levarão também algum ritmo competitivo nas pernas. Aliás, este foi um dos grandes males com que o nosso futebol se confrontou ao longo destes anos e que, de certo modo, fez com que, em muitos casos, as equipas angolanas tivessem prestações abaixo do desejado nas provas sob a égide da Confederação Africana de Futebol (CAF). Estão lançados os dados de mais este carrossel do nosso futebol e vamos todos à festa, que a febre pelo futebol pode proporcionar nos diferentes campos do país…

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